Aripiprazol + Clomipramina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), efeitos anticolinérgicos aditivos (boca seca, constipação, visão turva, retenção urinária, taquicardia), hipotensão ortostática, risco de delirium em idosos.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Aripiprazol: sedação leve por antagonismo H1 e alfa-1. Clomipramina: antidepressivo tricíclico com potente inibição da recaptação de serotonina e noradrenalina, além de forte antagonismo H1, M1 e alfa-1, causando sedação intensa, especialmente no início do tratamento. A combinação potencializa sedação, efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária, risco de delirium em idosos) e hipotensão ortostática. Magnitude do efeito: sedação aditiva, com risco de sonolência diurna em 40-50% dos pacientes.
📋Conduta Clinica
1) Iniciar com doses muito baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, clomipramina 10-25 mg à noite; 2) Titular lentamente, com incrementos a cada 2-4 semanas; 3) Administrar clomipramina preferencialmente à noite; 4) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 5) Monitorar e manejar efeitos anticolinérgicos (hidratação, laxantes, colírios lubrificantes); 6) Em idosos, evitar se possível ou usar doses mínimas, monitorando risco de delirium e quedas.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de consciência e sedação (escala de Ramsay) no início e após ajustes. Monitorar PA e FC (ortostática) na linha de base e a cada consulta. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) e função cognitiva (Mini-Mental) em idosos. Se sedação excessiva ou efeitos anticolinérgicos intoleráveis, reduzir dose de clomipramina ou considerar troca.
↺Alternativas
Substituir clomipramina por ISRS (sertralina, escitalopram) ou outro antidepressivo menos sedativo e anticolinérgico, se apropriado para a condição (TOC, depressão). Para aripiprazol: considerar antipsicótico menos sedativo como lurasidona.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Gillman PK. Br J Pharmacol. 2007;151(6):737-748.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Aripiprazol com Clomipramina?
A combinação de Aripiprazol com Clomipramina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), efeitos anticolinérgicos aditivos (boca seca, constipação, visão turva, retenção urinária, taquicardia), hipotensão ortostática, risco de delirium em idosos. 1) Iniciar com doses muito baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, clomipramina 10-25 mg à noite; 2) Titular lentamente, com incrementos a cada 2-4 semanas; 3) Administrar clomipramina preferencialmente à noite; 4) Alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 5) Monitorar e manejar efeitos anticolinérgicos (hidratação, laxantes, colírios lubrificantes); 6) Em idosos, evitar se possível ou usar doses mínimas, monitorando risco de delirium e quedas.
Aripiprazol e Clomipramina interagem?
Sim, Aripiprazol e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. aripiprazol: sedação leve por antagonismo h1 e alfa-1. clomipramina: antidepressivo tricíclico com potente inibição da recaptação de serotonina e noradrenalina, além de forte antagonismo h1, m1 e alfa-1, causando sedação intensa, especialmente no início do tratamento. a combinação potencializa sedação, efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária, risco de delirium em idosos) e hipotensão ortostática. magnitude do efeito: sedação aditiva, com risco de sonolência diurna em 40-50% dos pacientes.. A conduta recomendada é: 1) iniciar com doses muito baixas: aripiprazol 2-5 mg/dia, clomipramina 10-25 mg à noite; 2) titular lentamente, com incrementos a cada 2-4 semanas; 3) administrar clomipramina preferencialmente à noite; 4) alertar o paciente sobre risco de sedação e evitar dirigir/operar máquinas; 5) monitorar e manejar efeitos anticolinérgicos (hidratação, laxantes, colírios lubrificantes); 6) em idosos, evitar se possível ou usar doses mínimas, monitorando risco de delirium e quedas..
Qual o risco de Aripiprazol com Clomipramina?
O risco da associação Aripiprazol + Clomipramina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo, risco de quedas (especialmente em idosos), efeitos anticolinérgicos aditivos (boca seca, constipação, visão turva, retenção urinária, taquicardia), hipotensão ortostática, risco de delirium em idosos. Monitorar: avaliar nível de consciência e sedação (escala de ramsay) no início e após ajustes. monitorar pa e fc (ortostática) na linha de base e a cada consulta. avaliar risco de quedas (teste timed up and go) e função cognitiva (mini-mental) em idosos. se sedação excessiva ou efeitos anticolinérgicos intoleráveis, reduzir dose de clomipramina ou considerar troca..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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