Anfotericina B + Topiramato
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda com aumento significativo da creatinina sérica (≥ 0,3 mg/dL em 48h ou ≥ 1,5x o basal em 7 dias). Pode evoluir para necrose tubular aguda, necessidade de diálise e distúrbios eletrolíticos graves (hipocalemia, acidose metabólica).
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares. A anfotericina B causa vasoconstrição renal direta e toxicidade tubular, levando a necrose tubular aguda e redução da taxa de filtração glomerular (TFG). O topiramato inibe a anidrase carbônica, causando acidose tubular renal tipo 2 e aumentando o risco de nefrolitíase. Ambos podem causar hipocalemia, que agrava a lesão renal. O efeito aditivo pode resultar em aumento rápido da creatinina sérica (dobrando em 3-7 dias) e insuficiência renal aguda (IRA) oligúrica.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Hidratação agressiva com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante a infusão de anfotericina B; 2) Usar anfotericina B lipossomal (menos nefrotóxica) na dose de 3-5 mg/kg/dia; 3) Ajustar dose de topiramato pela TFG (reduzir em 50% se TFG < 70 mL/min); 4) Monitorar balanço hídrico rigoroso e evitar outros nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos, contraste iodado).
🔍O que monitorar
Creatinina sérica e débito urinário diários. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+, bicarbonato) diariamente. Peso corporal diário para avaliar balanço hídrico. Se creatinina aumentar ≥ 0,3 mg/dL em 48h, suspender anfotericina B e considerar terapia renal substitutiva.
↺Alternativas
Substituir a anfotericina B por antifúngico alternativo (ex: equinocandina, voriconazol) ou o topiramato por outro anticonvulsivante/estabilizador de humor com menor potencial nefrotóxico (ex: lamotrigina, valproato).
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Anfotericina B com Topiramato?
A combinação de Anfotericina B com Topiramato apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda com aumento significativo da creatinina sérica (≥ 0,3 mg/dL em 48h ou ≥ 1,5x o basal em 7 dias). Pode evoluir para necrose tubular aguda, necessidade de diálise e distúrbios eletrolíticos graves (hipocalemia, acidose metabólica). Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Hidratação agressiva com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante a infusão de anfotericina B; 2) Usar anfotericina B lipossomal (menos nefrotóxica) na dose de 3-5 mg/kg/dia; 3) Ajustar dose de topiramato pela TFG (reduzir em 50% se TFG < 70 mL/min); 4) Monitorar balanço hídrico rigoroso e evitar outros nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos, contraste iodado).
Anfotericina B e Topiramato interagem?
Sim, Anfotericina B e Topiramato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares. a anfotericina b causa vasoconstrição renal direta e toxicidade tubular, levando a necrose tubular aguda e redução da taxa de filtração glomerular (tfg). o topiramato inibe a anidrase carbônica, causando acidose tubular renal tipo 2 e aumentando o risco de nefrolitíase. ambos podem causar hipocalemia, que agrava a lesão renal. o efeito aditivo pode resultar em aumento rápido da creatinina sérica (dobrando em 3-7 dias) e insuficiência renal aguda (ira) oligúrica.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: 1) hidratação agressiva com solução salina 0,9% (1-2 ml/kg/h) antes e durante a infusão de anfotericina b; 2) usar anfotericina b lipossomal (menos nefrotóxica) na dose de 3-5 mg/kg/dia; 3) ajustar dose de topiramato pela tfg (reduzir em 50% se tfg < 70 ml/min); 4) monitorar balanço hídrico rigoroso e evitar outros nefrotóxicos (aines, aminoglicosídeos, contraste iodado)..
Qual o risco de Anfotericina B com Topiramato?
O risco da associação Anfotericina B + Topiramato é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda com aumento significativo da creatinina sérica (≥ 0,3 mg/dL em 48h ou ≥ 1,5x o basal em 7 dias). Pode evoluir para necrose tubular aguda, necessidade de diálise e distúrbios eletrolíticos graves (hipocalemia, acidose metabólica). Monitorar: creatinina sérica e débito urinário diários. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+, bicarbonato) diariamente. peso corporal diário para avaliar balanço hídrico. se creatinina aumentar ≥ 0,3 mg/dl em 48h, suspender anfotericina b e considerar terapia renal substitutiva..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
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Atualizado em junho/2026
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