Anfotericina B + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, hipertensão, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipomagnesemia). Risco elevado em pacientes transplantados ou com uso concomitante de outros nefrotóxicos.

Mecanismo

Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: Anfotericina B causa vasoconstrição arteriolar aferente renal direta e toxicidade tubular (aumento da permeabilidade, necrose), reduzindo a TFG. Tacrolimus causa vasoconstrição arteriolar aferente (mediada por endotelina e redução de óxido nítrico), além de toxicidade tubular direta. A combinação potencializa a isquemia renal e o dano tubular, com risco de IRA e progressão para doença renal crônica.

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se necessário: 1) Garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante anfotericina B para manter débito urinário >1 mL/kg/h; 2) Usar formulação lipossomal de anfotericina B (menor nefrotoxicidade); 3) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (manter no limite inferior da faixa terapêutica); 4) Considerar redução empírica da dose de tacrolimus em 25-50% durante anfotericina B; 5) Suspender outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, AINEs).

🔍O que monitorar

Creatinina sérica e débito urinário: diariamente. Níveis séricos de tacrolimus: basais e a cada 2-3 dias. Eletrólitos (K+, Mg2+, Na+): diariamente. Peso corporal e pressão arterial: diários. Se creatinina aumentar >30% do basal, suspender anfotericina B ou ajustar tacrolimus.

Alternativas

Substituir anfotericina B por antifúngico alternativo não nefrotóxico (ex: equinocandina, voriconazol) conforme sensibilidade. Se tacrolimus for essencial, considerar troca para ciclosporina (nefrotoxicidade similar) ou outro imunossupressor.

📚Referências

UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2012; Micromedex 2024; Lexicomp 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Anfotericina B com Tacrolimus?

A combinação de Anfotericina B com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, hipertensão, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipomagnesemia). Risco elevado em pacientes transplantados ou com uso concomitante de outros nefrotóxicos. Evitar associação sempre que possível. Se necessário: 1) Garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante anfotericina B para manter débito urinário >1 mL/kg/h; 2) Usar formulação lipossomal de anfotericina B (menor nefrotoxicidade); 3) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (manter no limite inferior da faixa terapêutica); 4) Considerar redução empírica da dose de tacrolimus em 25-50% durante anfotericina B; 5) Suspender outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, AINEs).

Anfotericina B e Tacrolimus interagem?

Sim, Anfotericina B e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: anfotericina b causa vasoconstrição arteriolar aferente renal direta e toxicidade tubular (aumento da permeabilidade, necrose), reduzindo a tfg. tacrolimus causa vasoconstrição arteriolar aferente (mediada por endotelina e redução de óxido nítrico), além de toxicidade tubular direta. a combinação potencializa a isquemia renal e o dano tubular, com risco de ira e progressão para doença renal crônica.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se necessário: 1) garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (1-2 ml/kg/h) antes e durante anfotericina b para manter débito urinário >1 ml/kg/h; 2) usar formulação lipossomal de anfotericina b (menor nefrotoxicidade); 3) monitorar níveis séricos de tacrolimus (manter no limite inferior da faixa terapêutica); 4) considerar redução empírica da dose de tacrolimus em 25-50% durante anfotericina b; 5) suspender outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, aines)..

Qual o risco de Anfotericina B com Tacrolimus?

O risco da associação Anfotericina B + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, hipertensão, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipomagnesemia). Risco elevado em pacientes transplantados ou com uso concomitante de outros nefrotóxicos. Monitorar: creatinina sérica e débito urinário: diariamente. níveis séricos de tacrolimus: basais e a cada 2-3 dias. eletrólitos (k+, mg2+, na+): diariamente. peso corporal e pressão arterial: diários. se creatinina aumentar >30% do basal, suspender anfotericina b ou ajustar tacrolimus..

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Atualizado em junho/2026

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