Anfotericina B + Metotrexato

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica, oligúria, e potencial toxicidade sistêmica por metotrexato (pancitopenia, mucosite grave, elevação de transaminases). Risco elevado com altas doses de metotrexato (>1 g/m²) e em pacientes com depleção de volume ou acidúria.

Mecanismo

Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: Anfotericina B causa vasoconstrição arteriolar aferente renal direta e toxicidade tubular, reduzindo a TFG. Metotrexato e seu metabólito 7-hidroximetotrexato podem precipitar nos túbulos renais (especialmente em pH urinário ácido), causando nefropatia obstrutiva e toxicidade tubular direta. A redução da TFG pela anfotericina B diminui a depuração do metotrexato, aumentando sua concentração plasmática e o risco de toxicidade sistêmica (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade).

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se necessário (ex: paciente oncológico com infecção fúngica): 1) Garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (2-3 L/m²/dia) e alcalinização urinária (pH >7,0) com bicarbonato de sódio antes e durante metotrexato; 2) Usar formulação lipossomal de anfotericina B (menor nefrotoxicidade); 3) Monitorar níveis séricos de metotrexato e ajustar resgate com leucovorina conforme protocolo; 4) Suspender outros nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos).

🔍O que monitorar

Creatinina sérica e débito urinário: diariamente. pH urinário: a cada 4-6 horas durante metotrexato. Níveis séricos de metotrexato: conforme protocolo (24h, 48h, 72h pós-infusão). Eletrólitos (K+, Mg2+, Na+): diariamente. Hemograma e transaminases: a cada 2-3 dias. Se creatinina aumentar >50% do basal ou níveis de metotrexato elevados, intensificar hidratação e resgate.

Alternativas

Substituir anfotericina B por antifúngico alternativo não nefrotóxico (ex: equinocandina, voriconazol) conforme sensibilidade. Se metotrexato for essencial, considerar redução de dose com monitoramento rigoroso.

📚Referências

UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2012; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Protocolos de metotrexato em altas doses

Perguntas Frequentes

Pode tomar Anfotericina B com Metotrexato?

A combinação de Anfotericina B com Metotrexato apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica, oligúria, e potencial toxicidade sistêmica por metotrexato (pancitopenia, mucosite grave, elevação de transaminases). Risco elevado com altas doses de metotrexato (>1 g/m²) e em pacientes com depleção de volume ou acidúria. Evitar associação sempre que possível. Se necessário (ex: paciente oncológico com infecção fúngica): 1) Garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (2-3 L/m²/dia) e alcalinização urinária (pH >7,0) com bicarbonato de sódio antes e durante metotrexato; 2) Usar formulação lipossomal de anfotericina B (menor nefrotoxicidade); 3) Monitorar níveis séricos de metotrexato e ajustar resgate com leucovorina conforme protocolo; 4) Suspender outros nefrotóxicos (AINEs, aminoglicosídeos).

Anfotericina B e Metotrexato interagem?

Sim, Anfotericina B e Metotrexato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: anfotericina b causa vasoconstrição arteriolar aferente renal direta e toxicidade tubular, reduzindo a tfg. metotrexato e seu metabólito 7-hidroximetotrexato podem precipitar nos túbulos renais (especialmente em ph urinário ácido), causando nefropatia obstrutiva e toxicidade tubular direta. a redução da tfg pela anfotericina b diminui a depuração do metotrexato, aumentando sua concentração plasmática e o risco de toxicidade sistêmica (mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se necessário (ex: paciente oncológico com infecção fúngica): 1) garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (2-3 l/m²/dia) e alcalinização urinária (ph >7,0) com bicarbonato de sódio antes e durante metotrexato; 2) usar formulação lipossomal de anfotericina b (menor nefrotoxicidade); 3) monitorar níveis séricos de metotrexato e ajustar resgate com leucovorina conforme protocolo; 4) suspender outros nefrotóxicos (aines, aminoglicosídeos)..

Qual o risco de Anfotericina B com Metotrexato?

O risco da associação Anfotericina B + Metotrexato é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica, oligúria, e potencial toxicidade sistêmica por metotrexato (pancitopenia, mucosite grave, elevação de transaminases). Risco elevado com altas doses de metotrexato (>1 g/m²) e em pacientes com depleção de volume ou acidúria. Monitorar: creatinina sérica e débito urinário: diariamente. ph urinário: a cada 4-6 horas durante metotrexato. níveis séricos de metotrexato: conforme protocolo (24h, 48h, 72h pós-infusão). eletrólitos (k+, mg2+, na+): diariamente. hemograma e transaminases: a cada 2-3 dias. se creatinina aumentar >50% do basal ou níveis de metotrexato elevados, intensificar hidratação e resgate..

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Atualizado em junho/2026

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