Anfotericina B + Ibuprofeno
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipomagnesemia). Risco elevado em pacientes com depleção de volume, insuficiência cardíaca, cirrose ou uso concomitante de IECA/BRA.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: Anfotericina B causa vasoconstrição arteriolar aferente renal direta e toxicidade tubular (aumento da permeabilidade, necrose), reduzindo a TFG. Ibuprofeno, como AINE não seletivo, inibe COX-1 e COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas vasodilatadoras renais (PGE2, PGI2), diminuindo a perfusão renal e a TFG, especialmente em estados de hipoperfusão. A combinação exacerba a isquemia renal e o dano tubular.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se necessário: 1) Garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante anfotericina B para manter débito urinário >1 mL/kg/h; 2) Usar formulação lipossomal de anfotericina B (menor nefrotoxicidade); 3) Considerar ibuprofeno em menor dose e pelo menor tempo possível; 4) Suspender outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, contraste).
🔍O que monitorar
Creatinina sérica e débito urinário: diariamente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Na+): diariamente. Peso corporal: diário para avaliar balanço hídrico. Se creatinina aumentar >0,3 mg/dL em 48h ou >1,5x o basal, suspender AINE e reavaliar anfotericina B.
↺Alternativas
Substituir ibuprofeno por analgésico não nefrotóxico (ex: paracetamol, opioides de curta duração). Se anti-inflamatório essencial, considerar corticoide. Para anfotericina B, avaliar antifúngico alternativo (ex: equinocandina, voriconazol) conforme sensibilidade.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2012; Micromedex 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Anfotericina B com Ibuprofeno?
A combinação de Anfotericina B com Ibuprofeno apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipomagnesemia). Risco elevado em pacientes com depleção de volume, insuficiência cardíaca, cirrose ou uso concomitante de IECA/BRA. Evitar associação sempre que possível. Se necessário: 1) Garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante anfotericina B para manter débito urinário >1 mL/kg/h; 2) Usar formulação lipossomal de anfotericina B (menor nefrotoxicidade); 3) Considerar ibuprofeno em menor dose e pelo menor tempo possível; 4) Suspender outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, contraste).
Anfotericina B e Ibuprofeno interagem?
Sim, Anfotericina B e Ibuprofeno possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares: anfotericina b causa vasoconstrição arteriolar aferente renal direta e toxicidade tubular (aumento da permeabilidade, necrose), reduzindo a tfg. ibuprofeno, como aine não seletivo, inibe cox-1 e cox-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas vasodilatadoras renais (pge2, pgi2), diminuindo a perfusão renal e a tfg, especialmente em estados de hipoperfusão. a combinação exacerba a isquemia renal e o dano tubular.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se necessário: 1) garantir hidratação vigorosa com solução salina 0,9% (1-2 ml/kg/h) antes e durante anfotericina b para manter débito urinário >1 ml/kg/h; 2) usar formulação lipossomal de anfotericina b (menor nefrotoxicidade); 3) considerar ibuprofeno em menor dose e pelo menor tempo possível; 4) suspender outros nefrotóxicos (aminoglicosídeos, contraste)..
Qual o risco de Anfotericina B com Ibuprofeno?
O risco da associação Anfotericina B + Ibuprofeno é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (pode dobrar em 3-7 dias), oligúria, distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipomagnesemia). Risco elevado em pacientes com depleção de volume, insuficiência cardíaca, cirrose ou uso concomitante de IECA/BRA. Monitorar: creatinina sérica e débito urinário: diariamente. eletrólitos (k+, mg2+, na+): diariamente. peso corporal: diário para avaliar balanço hídrico. se creatinina aumentar >0,3 mg/dl em 48h ou >1,5x o basal, suspender aine e reavaliar anfotericina b..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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