Anfotericina B + Furosemida
⚠O que acontece
IRA com elevação de creatinina em 3-7 dias; risco aumentado de hipocalemia grave.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva. Anfotericina causa vasoconstrição aferente e lesão tubular direta; furosemida agrava por depleção de volume e ativação do sistema renina-angiotensina.
📋Conduta Clinica
Evitar associação quando possível. Se necessário: hidratação IV 2,5-3 L/dia, monitorar balanço hídrico rigorosamente e considerar dose mínima de furosemida.
🔍O que monitorar
Creatinina diária; K+, Mg2+ bidia; débito urinário e peso diário.
↺Alternativas
Usar formulação lipídica de anfotericina ou diurético alternativo.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Anfotericina B com Furosemida?
A combinação de Anfotericina B com Furosemida apresenta interação de gravidade grave. IRA com elevação de creatinina em 3-7 dias; risco aumentado de hipocalemia grave. Evitar associação quando possível. Se necessário: hidratação IV 2,5-3 L/dia, monitorar balanço hídrico rigorosamente e considerar dose mínima de furosemida.
Anfotericina B e Furosemida interagem?
Sim, Anfotericina B e Furosemida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva. anfotericina causa vasoconstrição aferente e lesão tubular direta; furosemida agrava por depleção de volume e ativação do sistema renina-angiotensina.. A conduta recomendada é: evitar associação quando possível. se necessário: hidratação iv 2,5-3 l/dia, monitorar balanço hídrico rigorosamente e considerar dose mínima de furosemida..
Qual o risco de Anfotericina B com Furosemida?
O risco da associação Anfotericina B + Furosemida é classificado como GRAVE. IRA com elevação de creatinina em 3-7 dias; risco aumentado de hipocalemia grave. Monitorar: creatinina diária; k+, mg2+ bidia; débito urinário e peso diário..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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