Anfotericina B + Ciclofosfamida
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (podendo dobrar em 3-7 dias), oligúria, hematúria (cistite hemorrágica por ciclofosfamida), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia, acidose tubular renal). Incidência de IRA com Anfotericina B convencional é de 30-50%, e com formulações lipídicas é de 10-20%. A adição de Ciclofosfamida aumenta o risco, especialmente em altas doses (> 1 g/m²).
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares. A Anfotericina B causa vasoconstrição da arteríola aferente renal, levando à redução do fluxo sanguíneo renal e taxa de filtração glomerular (TFG), além de toxicidade tubular direta por formação de poros na membrana celular. A Ciclofosfamida e seus metabólitos (acroleína) causam cistite hemorrágica e necrose tubular aguda por estresse oxidativo e depleção de glutationa. A combinação pode resultar em dano renal sinérgico, especialmente em pacientes desidratados ou com função renal pré-existente comprometida.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação quando possível. Se necessário: 1) Usar Anfotericina B lipossomal ou complexo lipídico (menor nefrotoxicidade); 2) Hidratação agressiva com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante a infusão de Anfotericina B; 3) Para Ciclofosfamida: hidratação vigorosa (2-3 L/m²/dia) e Mesna para prevenção de cistite hemorrágica; 4) Monitorar creatinina sérica diariamente; 5) Ajustar doses conforme TFG (se TFG < 50 mL/min, reduzir dose de Ciclofosfamida em 25-50%); 6) Suspender Anfotericina B se creatinina aumentar > 2x o basal ou TFG < 30 mL/min.
🔍O que monitorar
Creatinina sérica diária, débito urinário (meta > 1 mL/kg/h), eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+, Na+), peso corporal diário, urina tipo I (hematúria, proteinúria). Em pacientes de alto risco, considerar dosagem de cistatina C para avaliação mais precoce de IRA.
↺Alternativas
Substituir Anfotericina B por equinocandinas (caspofungina, micafungina) ou azólicos de menor nefrotoxicidade (fluconazol, voriconazol, se susceptível). Para Ciclofosfamida: considerar ifosfamida (com Mesna) ou outros imunossupressores (micofenolato, rituximabe) dependendo da indicação.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines 2023; Micromedex 2024; Br J Clin Pharmacol 2022; 88(3): 1122-1135
Perguntas Frequentes
Pode tomar Anfotericina B com Ciclofosfamida?
A combinação de Anfotericina B com Ciclofosfamida apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (podendo dobrar em 3-7 dias), oligúria, hematúria (cistite hemorrágica por ciclofosfamida), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia, acidose tubular renal). Incidência de IRA com Anfotericina B convencional é de 30-50%, e com formulações lipídicas é de 10-20%. A adição de Ciclofosfamida aumenta o risco, especialmente em altas doses (> 1 g/m²). Evitar a associação quando possível. Se necessário: 1) Usar Anfotericina B lipossomal ou complexo lipídico (menor nefrotoxicidade); 2) Hidratação agressiva com solução salina 0,9% (1-2 mL/kg/h) antes e durante a infusão de Anfotericina B; 3) Para Ciclofosfamida: hidratação vigorosa (2-3 L/m²/dia) e Mesna para prevenção de cistite hemorrágica; 4) Monitorar creatinina sérica diariamente; 5) Ajustar doses conforme TFG (se TFG < 50 mL/min, reduzir dose de Ciclofosfamida em 25-50%); 6) Suspender Anfotericina B se creatinina aumentar > 2x o basal ou TFG < 30 mL/min.
Anfotericina B e Ciclofosfamida interagem?
Sim, Anfotericina B e Ciclofosfamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva por mecanismos complementares. a anfotericina b causa vasoconstrição da arteríola aferente renal, levando à redução do fluxo sanguíneo renal e taxa de filtração glomerular (tfg), além de toxicidade tubular direta por formação de poros na membrana celular. a ciclofosfamida e seus metabólitos (acroleína) causam cistite hemorrágica e necrose tubular aguda por estresse oxidativo e depleção de glutationa. a combinação pode resultar em dano renal sinérgico, especialmente em pacientes desidratados ou com função renal pré-existente comprometida.. A conduta recomendada é: evitar a associação quando possível. se necessário: 1) usar anfotericina b lipossomal ou complexo lipídico (menor nefrotoxicidade); 2) hidratação agressiva com solução salina 0,9% (1-2 ml/kg/h) antes e durante a infusão de anfotericina b; 3) para ciclofosfamida: hidratação vigorosa (2-3 l/m²/dia) e mesna para prevenção de cistite hemorrágica; 4) monitorar creatinina sérica diariamente; 5) ajustar doses conforme tfg (se tfg < 50 ml/min, reduzir dose de ciclofosfamida em 25-50%); 6) suspender anfotericina b se creatinina aumentar > 2x o basal ou tfg < 30 ml/min..
Qual o risco de Anfotericina B com Ciclofosfamida?
O risco da associação Anfotericina B + Ciclofosfamida é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda (IRA) com aumento da creatinina sérica (podendo dobrar em 3-7 dias), oligúria, hematúria (cistite hemorrágica por ciclofosfamida), distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia, acidose tubular renal). Incidência de IRA com Anfotericina B convencional é de 30-50%, e com formulações lipídicas é de 10-20%. A adição de Ciclofosfamida aumenta o risco, especialmente em altas doses (> 1 g/m²). Monitorar: creatinina sérica diária, débito urinário (meta > 1 ml/kg/h), eletrólitos (k+, mg2+, ca2+, na+), peso corporal diário, urina tipo i (hematúria, proteinúria). em pacientes de alto risco, considerar dosagem de cistatina c para avaliação mais precoce de ira..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.