Amitriptilina + Venlafaxina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, rigidez. Pode haver componente noradrenérgico: hipertensão, taquicardia. Critérios de Hunter.

Mecanismo

Interação farmacodinâmica aditiva: Amitriptilina inibe SERT e NET, enquanto Venlafaxina inibe SERT e NET (em doses >150 mg/dia, efeito noradrenérgico significativo). A combinação resulta em excesso serotoninérgico e noradrenérgico sináptico. Farmacocinética: Venlafaxina é substrato de CYP2D6, mas não inibe significativamente esta enzima. A Amitriptilina é metabolizada por CYP2D6 e CYP2C19; portanto, a interação farmacocinética é mínima. No entanto, o risco de síndrome serotoninérgica é bem documentado em relatos de caso, especialmente com doses altas de Venlafaxina (>225 mg/dia). A síndrome pode ser grave devido ao duplo mecanismo.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável (ex: depressão resistente com supervisão especializada): iniciar Amitriptilina em dose 50% menor (ex: 25 mg/dia), titular lentamente. Monitorar sinais serotoninérgicos e noradrenérgicos (PA, FC). Ao descontinuar Venlafaxina, aguardar 1 semana (meia-vida ~5h, mas metabólito ativo ~11h) antes de ajustar dose.

🔍O que monitorar

Avaliação clínica semanal no primeiro mês: temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. ECG basal se fatores de risco cardíaco. Eletrólitos se suspeita de SIADH.

Alternativas

Substituir um dos fármacos: para dor neuropática, usar Gabapentina ou Pregabalina; para depressão, usar Bupropiona (sem ação serotoninérgica) ou Mirtazapina. Se IRSN for necessário, considerar Duloxetina (menor risco serotoninérgico, mas ainda requer cautela).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amitriptilina com Venlafaxina?

A combinação de Amitriptilina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, rigidez. Pode haver componente noradrenérgico: hipertensão, taquicardia. Critérios de Hunter. Evitar associação. Se indispensável (ex: depressão resistente com supervisão especializada): iniciar Amitriptilina em dose 50% menor (ex: 25 mg/dia), titular lentamente. Monitorar sinais serotoninérgicos e noradrenérgicos (PA, FC). Ao descontinuar Venlafaxina, aguardar 1 semana (meia-vida ~5h, mas metabólito ativo ~11h) antes de ajustar dose.

Amitriptilina e Venlafaxina interagem?

Sim, Amitriptilina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica aditiva: amitriptilina inibe sert e net, enquanto venlafaxina inibe sert e net (em doses >150 mg/dia, efeito noradrenérgico significativo). a combinação resulta em excesso serotoninérgico e noradrenérgico sináptico. farmacocinética: venlafaxina é substrato de cyp2d6, mas não inibe significativamente esta enzima. a amitriptilina é metabolizada por cyp2d6 e cyp2c19; portanto, a interação farmacocinética é mínima. no entanto, o risco de síndrome serotoninérgica é bem documentado em relatos de caso, especialmente com doses altas de venlafaxina (>225 mg/dia). a síndrome pode ser grave devido ao duplo mecanismo.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: depressão resistente com supervisão especializada): iniciar amitriptilina em dose 50% menor (ex: 25 mg/dia), titular lentamente. monitorar sinais serotoninérgicos e noradrenérgicos (pa, fc). ao descontinuar venlafaxina, aguardar 1 semana (meia-vida ~5h, mas metabólito ativo ~11h) antes de ajustar dose..

Qual o risco de Amitriptilina com Venlafaxina?

O risco da associação Amitriptilina + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, rigidez. Pode haver componente noradrenérgico: hipertensão, taquicardia. Critérios de Hunter. Monitorar: avaliação clínica semanal no primeiro mês: temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. ecg basal se fatores de risco cardíaco. eletrólitos se suspeita de siadh..

Interações Relacionadas

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.