Amitriptilina + Sumatriptano
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo, hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, hipertensão lábil. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência múltipla de órgãos em casos graves.
⚙Mecanismo
Risco de síndrome serotoninérgica por efeito aditivo na neurotransmissão serotoninérgica. Amitriptilina inibe a recaptação de serotonina (SERT) com Ki ~100 nM, aumentando a concentração de serotonina na fenda sináptica. Sumatriptano é agonista dos receptores 5-HT1B/1D, estimulando diretamente esses receptores. A combinação pode resultar em hiperestimulação serotoninérgica, especialmente em receptores 5-HT1A e 5-HT2A, com risco de síndrome serotoninérgica (incidência estimada 0,5-1% com triptanos e ISRS/IRSN).
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se necessário (ex: enxaqueca aguda em paciente com depressão): 1) Usar menor dose eficaz de sumatriptano (25-50 mg oral ou 5-10 mg intranasal); 2) Aguardar pelo menos 24h entre doses de sumatriptano; 3) Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 2-4h após dose de sumatriptano; 4) Suspender ambos e iniciar suporte se surgirem sintomas (critérios de Hunter positivos).
🔍O que monitorar
Monitorar temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia e nível de consciência nas primeiras 2-4h após administração de sumatriptano e nas 24h seguintes. Aplicar critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de suspeita, solicitar CK, função renal e gasometria.
↺Alternativas
Substituir sumatriptano por analgésico não serotoninérgico para enxaqueca (ex: AINEs, paracetamol, gepants como ubrogepant) ou amitriptilina por antidepressivo sem ação serotoninérgica (ex: bupropiona, mirtazapina).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Hunter Serotonin Toxicity Criteria; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Sumatriptano?
A combinação de Amitriptilina com Sumatriptano apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo, hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, hipertensão lábil. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência múltipla de órgãos em casos graves. Evitar associação se possível. Se necessário (ex: enxaqueca aguda em paciente com depressão): 1) Usar menor dose eficaz de sumatriptano (25-50 mg oral ou 5-10 mg intranasal); 2) Aguardar pelo menos 24h entre doses de sumatriptano; 3) Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 2-4h após dose de sumatriptano; 4) Suspender ambos e iniciar suporte se surgirem sintomas (critérios de Hunter positivos).
Amitriptilina e Sumatriptano interagem?
Sim, Amitriptilina e Sumatriptano possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve risco de síndrome serotoninérgica por efeito aditivo na neurotransmissão serotoninérgica. amitriptilina inibe a recaptação de serotonina (sert) com ki ~100 nm, aumentando a concentração de serotonina na fenda sináptica. sumatriptano é agonista dos receptores 5-ht1b/1d, estimulando diretamente esses receptores. a combinação pode resultar em hiperestimulação serotoninérgica, especialmente em receptores 5-ht1a e 5-ht2a, com risco de síndrome serotoninérgica (incidência estimada 0,5-1% com triptanos e isrs/irsn).. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se necessário (ex: enxaqueca aguda em paciente com depressão): 1) usar menor dose eficaz de sumatriptano (25-50 mg oral ou 5-10 mg intranasal); 2) aguardar pelo menos 24h entre doses de sumatriptano; 3) monitorar sinais de síndrome serotoninérgica nas primeiras 2-4h após dose de sumatriptano; 4) suspender ambos e iniciar suporte se surgirem sintomas (critérios de hunter positivos)..
Qual o risco de Amitriptilina com Sumatriptano?
O risco da associação Amitriptilina + Sumatriptano é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, confusão, mioclonia, hiperreflexia, clônus espontâneo, hipertermia (>38°C), diaforese, tremor, taquicardia, hipertensão lábil. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica e falência múltipla de órgãos em casos graves. Monitorar: monitorar temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia e nível de consciência nas primeiras 2-4h após administração de sumatriptano e nas 24h seguintes. aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce. em caso de suspeita, solicitar ck, função renal e gasometria..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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