Amitriptilina + Propranolol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), lentificação psicomotora, aumento do risco de quedas em idosos, e em casos graves, depressão respiratória (especialmente em DPOC ou apneia do sono).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Amitriptilina bloqueia receptores H1 (Ki ~1 nM) e muscarínicos M1 (Ki ~10 nM), causando sedação central. Propranolol, sendo lipofílico (logP ~3,5), atravessa barreira hematoencefálica e antagoniza receptores beta-adrenérgicos centrais, além de possuir efeito estabilizador de membrana em altas doses, contribuindo para sedação e redução do alerta. A combinação resulta em potencialização do efeito depressor, com risco aumentado de sedação excessiva e depressão respiratória em pacientes suscetíveis.
📋Conduta Clinica
1) Iniciar com doses baixas de ambos e titular lentamente; 2) Administrar dose maior de amitriptilina à noite para aproveitar sedação; 3) Alertar paciente sobre risco de dirigir/operar máquinas; 4) Em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de amitriptilina; 5) Evitar outros depressores SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides).
🔍O que monitorar
Nível de consciência (escala de sedação), frequência respiratória, SpO2 (se risco respiratório), risco de quedas (teste Timed Up and Go em idosos), avaliação cognitiva breve (Mini-Cog) a cada consulta.
↺Alternativas
Substituir amitriptilina por antidepressivo menos sedativo (ex: sertralina, bupropiona) ou propranolol por betabloqueador hidrofílico com menor penetração SNC (ex: atenolol, nadolol) se indicação cardiológica.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Farmacologia Clínica Goodman & Gilman, 13ª ed.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Propranolol?
A combinação de Amitriptilina com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), lentificação psicomotora, aumento do risco de quedas em idosos, e em casos graves, depressão respiratória (especialmente em DPOC ou apneia do sono). 1) Iniciar com doses baixas de ambos e titular lentamente; 2) Administrar dose maior de amitriptilina à noite para aproveitar sedação; 3) Alertar paciente sobre risco de dirigir/operar máquinas; 4) Em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de amitriptilina; 5) Evitar outros depressores SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides).
Amitriptilina e Propranolol interagem?
Sim, Amitriptilina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. amitriptilina bloqueia receptores h1 (ki ~1 nm) e muscarínicos m1 (ki ~10 nm), causando sedação central. propranolol, sendo lipofílico (logp ~3,5), atravessa barreira hematoencefálica e antagoniza receptores beta-adrenérgicos centrais, além de possuir efeito estabilizador de membrana em altas doses, contribuindo para sedação e redução do alerta. a combinação resulta em potencialização do efeito depressor, com risco aumentado de sedação excessiva e depressão respiratória em pacientes suscetíveis.. A conduta recomendada é: 1) iniciar com doses baixas de ambos e titular lentamente; 2) administrar dose maior de amitriptilina à noite para aproveitar sedação; 3) alertar paciente sobre risco de dirigir/operar máquinas; 4) em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de amitriptilina; 5) evitar outros depressores snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides)..
Qual o risco de Amitriptilina com Propranolol?
O risco da associação Amitriptilina + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo (atenção, memória), lentificação psicomotora, aumento do risco de quedas em idosos, e em casos graves, depressão respiratória (especialmente em DPOC ou apneia do sono). Monitorar: nível de consciência (escala de sedação), frequência respiratória, spo2 (se risco respiratório), risco de quedas (teste timed up and go em idosos), avaliação cognitiva breve (mini-cog) a cada consulta..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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