Amitriptilina + Olanzapina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, tontura, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas, depressão respiratória leve a moderada em pacientes de risco (idosos, DPOC, apneia do sono).

Mecanismo

Amitriptilina é sedativa por bloqueio H1, muscarínico e alfa-1. Olanzapina é um potente antagonista H1 (Ki ~0,1 nM) e também bloqueia muscarínicos e alfa-1, resultando em sedação dose-dependente significativa. A combinação causa depressão aditiva do SNC, com potencialização marcante de sedação, comprometimento psicomotor e cognitivo. O efeito é moderado a grave, com aumento do risco de quedas, acidentes e depressão respiratória em pacientes suscetíveis. É uma das combinações mais sedativas entre psicotrópicos.

📋Conduta Clinica

Usar a menor dose eficaz de cada fármaco, preferencialmente administrando a dose total de ambos à noite. Iniciar com amitriptilina 10-25 mg e olanzapina 2,5-5 mg ao deitar. Aumentar doses gradualmente com intervalo de pelo menos 1-2 semanas. Alertar paciente para não dirigir ou operar máquinas perigosas. Em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias, considerar polissonografia se suspeita de apneia.

🔍O que monitorar

Avaliar nível de sedação (escala de sonolência de Epworth), frequência respiratória, SpO2 (em pacientes de risco), risco de quedas (teste Timed Up and Go), cognição (breve avaliação). Reavaliar após 1-2 semanas de tratamento.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa menos sedativa: para depressão, considerar ISRS (sertralina, escitalopram) ou bupropiona; para psicose/estabilização do humor, considerar aripiprazol (menos sedativo) ou lamotrigina (não sedativa).

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stahl SM. Stahl's Essential Psychopharmacology. 5th ed. Cambridge University Press; 2021.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amitriptilina com Olanzapina?

A combinação de Amitriptilina com Olanzapina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, tontura, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas, depressão respiratória leve a moderada em pacientes de risco (idosos, DPOC, apneia do sono). Usar a menor dose eficaz de cada fármaco, preferencialmente administrando a dose total de ambos à noite. Iniciar com amitriptilina 10-25 mg e olanzapina 2,5-5 mg ao deitar. Aumentar doses gradualmente com intervalo de pelo menos 1-2 semanas. Alertar paciente para não dirigir ou operar máquinas perigosas. Em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias, considerar polissonografia se suspeita de apneia.

Amitriptilina e Olanzapina interagem?

Sim, Amitriptilina e Olanzapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amitriptilina é sedativa por bloqueio h1, muscarínico e alfa-1. olanzapina é um potente antagonista h1 (ki ~0,1 nm) e também bloqueia muscarínicos e alfa-1, resultando em sedação dose-dependente significativa. a combinação causa depressão aditiva do snc, com potencialização marcante de sedação, comprometimento psicomotor e cognitivo. o efeito é moderado a grave, com aumento do risco de quedas, acidentes e depressão respiratória em pacientes suscetíveis. é uma das combinações mais sedativas entre psicotrópicos.. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de cada fármaco, preferencialmente administrando a dose total de ambos à noite. iniciar com amitriptilina 10-25 mg e olanzapina 2,5-5 mg ao deitar. aumentar doses gradualmente com intervalo de pelo menos 1-2 semanas. alertar paciente para não dirigir ou operar máquinas perigosas. em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias, considerar polissonografia se suspeita de apneia..

Qual o risco de Amitriptilina com Olanzapina?

O risco da associação Amitriptilina + Olanzapina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, tontura, comprometimento cognitivo (atenção, memória), risco aumentado de quedas, depressão respiratória leve a moderada em pacientes de risco (idosos, DPOC, apneia do sono). Monitorar: avaliar nível de sedação (escala de sonolência de epworth), frequência respiratória, spo2 (em pacientes de risco), risco de quedas (teste timed up and go), cognição (breve avaliação). reavaliar após 1-2 semanas de tratamento..

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Atualizado em junho/2026

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