Amitriptilina + Fluvoxamina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, rigidez. Toxicidade anticolinérgica associada.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica aditiva: ambos inibem SERT, aumentando serotonina sináptica. Farmacocinética: Fluvoxamina é um potente inibidor de CYP1A2 e CYP2C19, e inibidor moderado de CYP3A4 e CYP2D6. A Amitriptilina é metabolizada principalmente por CYP2C19 e CYP2D6. A Fluvoxamina pode aumentar os níveis de Amitriptilina em 2-4 vezes por inibição de CYP2C19 (Ki ≈ 0.1-0.5 μM) e CYP2D6 (Ki ≈ 2-5 μM). Este efeito farmacocinético potencializa o risco serotoninérgico e anticolinérgico. Relatos de caso documentam síndrome serotoninérgica com esta combinação.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável (ex: TOC grave com depressão comórbida): iniciar Amitriptilina em dose 75% menor (ex: 10-25 mg/dia), titular muito lentamente. Monitorar sinais serotoninérgicos e anticolinérgicos. Dosagem plasmática de Amitriptilina recomendada. Ao descontinuar Fluvoxamina, aguardar 2-3 semanas para washout antes de ajustar Amitriptilina.
🔍O que monitorar
Avaliação clínica a cada 1-2 semanas no primeiro mês: temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência, boca seca, constipação, retenção urinária. ECG basal e após 1 mês (QTc). Dosagem plasmática de Amitriptilina se disponível.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos: para TOC, usar Clomipramina (com cautela) ou ISRS com menor interação (Escitalopram); para dor neuropática, usar Gabapentina ou Pregabalina. Se ISRS for necessário, preferir Escitalopram ou Sertralina (menor inibição enzimática).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Fluvoxamina?
A combinação de Amitriptilina com Fluvoxamina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, rigidez. Toxicidade anticolinérgica associada. Evitar associação. Se indispensável (ex: TOC grave com depressão comórbida): iniciar Amitriptilina em dose 75% menor (ex: 10-25 mg/dia), titular muito lentamente. Monitorar sinais serotoninérgicos e anticolinérgicos. Dosagem plasmática de Amitriptilina recomendada. Ao descontinuar Fluvoxamina, aguardar 2-3 semanas para washout antes de ajustar Amitriptilina.
Amitriptilina e Fluvoxamina interagem?
Sim, Amitriptilina e Fluvoxamina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica aditiva: ambos inibem sert, aumentando serotonina sináptica. farmacocinética: fluvoxamina é um potente inibidor de cyp1a2 e cyp2c19, e inibidor moderado de cyp3a4 e cyp2d6. a amitriptilina é metabolizada principalmente por cyp2c19 e cyp2d6. a fluvoxamina pode aumentar os níveis de amitriptilina em 2-4 vezes por inibição de cyp2c19 (ki ≈ 0.1-0.5 μm) e cyp2d6 (ki ≈ 2-5 μm). este efeito farmacocinético potencializa o risco serotoninérgico e anticolinérgico. relatos de caso documentam síndrome serotoninérgica com esta combinação.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: toc grave com depressão comórbida): iniciar amitriptilina em dose 75% menor (ex: 10-25 mg/dia), titular muito lentamente. monitorar sinais serotoninérgicos e anticolinérgicos. dosagem plasmática de amitriptilina recomendada. ao descontinuar fluvoxamina, aguardar 2-3 semanas para washout antes de ajustar amitriptilina..
Qual o risco de Amitriptilina com Fluvoxamina?
O risco da associação Amitriptilina + Fluvoxamina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, rigidez. Toxicidade anticolinérgica associada. Monitorar: avaliação clínica a cada 1-2 semanas no primeiro mês: temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência, boca seca, constipação, retenção urinária. ecg basal e após 1 mês (qtc). dosagem plasmática de amitriptilina se disponível..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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