Amitriptilina + Fluoxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38.5°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular/induzível, hiperreflexia, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Critérios de Hunter: clônus espontâneo + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia/temperatura >38°C.

Mecanismo

Interação farmacodinâmica aditiva: Amitriptilina inibe a recaptação de serotonina (SERT) e noradrenalina (NET), enquanto a Fluoxetina inibe seletivamente SERT. A combinação resulta em excesso serotoninérgico sináptico. Adicionalmente, a Fluoxetina inibe potentemente CYP2D6 (Ki ≈ 0.6 μM), enzima que metaboliza a Amitriptilina a nortriptilina. Esta inibição pode aumentar os níveis plasmáticos de Amitriptilina em 2-4 vezes, potencializando tanto os efeitos serotoninérgicos quanto os anticolinérgicos/cardiotóxicos. A magnitude do efeito é clinicamente significativa, com risco de síndrome serotoninérgica mesmo em doses terapêuticas.

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: depressão refratária com supervisão psiquiátrica): iniciar Amitriptilina em dose 75% menor (ex: 10-25 mg/dia), titular lentamente a cada 2-4 semanas. Monitorar sinais de toxicidade serotoninérgica e anticolinérgica. Considerar dosagem plasmática de Amitriptilina (faixa terapêutica: 80-200 ng/mL). Ao descontinuar Fluoxetina, aguardar 5 semanas (washout) antes de ajustar Amitriptilina devido à meia-vida longa da norfluoxetina.

🔍O que monitorar

Avaliação clínica a cada 1-2 semanas no primeiro mês: temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência, boca seca, constipação, retenção urinária. ECG basal e após 1 mês (QTc). Dosagem plasmática de Amitriptilina se disponível. Eletrólitos (Na+, K+) se suspeita de SIADH.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa sem ação serotoninérgica significativa: para dor neuropática, usar Gabapentina ou Pregabalina; para depressão, usar Bupropiona (sem ação serotoninérgica) ou Mirtazapina (ação serotoninérgica mista, mas menor risco). Se ISRS for necessário, preferir Citalopram ou Escitalopram (menor inibição CYP2D6).

📚Referências

FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amitriptilina com Fluoxetina?

A combinação de Amitriptilina com Fluoxetina apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38.5°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular/induzível, hiperreflexia, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Critérios de Hunter: clônus espontâneo + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia/temperatura >38°C. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: depressão refratária com supervisão psiquiátrica): iniciar Amitriptilina em dose 75% menor (ex: 10-25 mg/dia), titular lentamente a cada 2-4 semanas. Monitorar sinais de toxicidade serotoninérgica e anticolinérgica. Considerar dosagem plasmática de Amitriptilina (faixa terapêutica: 80-200 ng/mL). Ao descontinuar Fluoxetina, aguardar 5 semanas (washout) antes de ajustar Amitriptilina devido à meia-vida longa da norfluoxetina.

Amitriptilina e Fluoxetina interagem?

Sim, Amitriptilina e Fluoxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica aditiva: amitriptilina inibe a recaptação de serotonina (sert) e noradrenalina (net), enquanto a fluoxetina inibe seletivamente sert. a combinação resulta em excesso serotoninérgico sináptico. adicionalmente, a fluoxetina inibe potentemente cyp2d6 (ki ≈ 0.6 μm), enzima que metaboliza a amitriptilina a nortriptilina. esta inibição pode aumentar os níveis plasmáticos de amitriptilina em 2-4 vezes, potencializando tanto os efeitos serotoninérgicos quanto os anticolinérgicos/cardiotóxicos. a magnitude do efeito é clinicamente significativa, com risco de síndrome serotoninérgica mesmo em doses terapêuticas.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável (ex: depressão refratária com supervisão psiquiátrica): iniciar amitriptilina em dose 75% menor (ex: 10-25 mg/dia), titular lentamente a cada 2-4 semanas. monitorar sinais de toxicidade serotoninérgica e anticolinérgica. considerar dosagem plasmática de amitriptilina (faixa terapêutica: 80-200 ng/ml). ao descontinuar fluoxetina, aguardar 5 semanas (washout) antes de ajustar amitriptilina devido à meia-vida longa da norfluoxetina..

Qual o risco de Amitriptilina com Fluoxetina?

O risco da associação Amitriptilina + Fluoxetina é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia (>38.5°C), diaforese, tremor, taquicardia, clônus ocular/induzível, hiperreflexia, rigidez muscular. Pode evoluir para rabdomiólise, acidose metabólica, convulsões e óbito. Critérios de Hunter: clônus espontâneo + agitação/diaforese/tremor/hiperreflexia/hipertonia/temperatura >38°C. Monitorar: avaliação clínica a cada 1-2 semanas no primeiro mês: temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência, boca seca, constipação, retenção urinária. ecg basal e após 1 mês (qtc). dosagem plasmática de amitriptilina se disponível. eletrólitos (na+, k+) se suspeita de siadh..

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Atualizado em junho/2026

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