Amitriptilina + Fluoxetina
⚠O que acontece
Cardiotoxicidade tricíclica: prolongamento QRS/QTc, taquicardia, arritmias ventriculares, convulsões. Efeitos anticolinérgicos graves.
⚙Mecanismo
Fluoxetina inibe CYP2D6 (metabolismo de amitriptilina) e CYP2C19 (desmetilação). Aumento de 200-300% nos níveis de amitriptilina + nortriptilina.
📋Conduta Clinica
EVITAR combinação. Se necessário: reduzir amitriptilina para 25-50mg e monitorar nível sérico + ECG.
🔍O que monitorar
Nível sérico de amitriptilina+nortriptilina (alvo combinado <300 ng/mL), ECG (QRS < 100ms), anticolinérgicos.
↺Alternativas
Duloxetina (perfil similar de dor + depressão, sem risco ADT). Venlafaxina + gabapentina.
📚Referências
UpToDate 2024; Micromedex 2024; APA Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Fluoxetina?
A combinação de Amitriptilina com Fluoxetina apresenta interação de gravidade grave. Cardiotoxicidade tricíclica: prolongamento QRS/QTc, taquicardia, arritmias ventriculares, convulsões. Efeitos anticolinérgicos graves. EVITAR combinação. Se necessário: reduzir amitriptilina para 25-50mg e monitorar nível sérico + ECG.
Amitriptilina e Fluoxetina interagem?
Sim, Amitriptilina e Fluoxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina inibe cyp2d6 (metabolismo de amitriptilina) e cyp2c19 (desmetilação). aumento de 200-300% nos níveis de amitriptilina + nortriptilina.. A conduta recomendada é: evitar combinação. se necessário: reduzir amitriptilina para 25-50mg e monitorar nível sérico + ecg..
Qual o risco de Amitriptilina com Fluoxetina?
O risco da associação Amitriptilina + Fluoxetina é classificado como GRAVE. Cardiotoxicidade tricíclica: prolongamento QRS/QTc, taquicardia, arritmias ventriculares, convulsões. Efeitos anticolinérgicos graves. Monitorar: nível sérico de amitriptilina+nortriptilina (alvo combinado <300 ng/ml), ecg (qrs < 100ms), anticolinérgicos..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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