Amitriptilina + Escitalopram
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, hiperreflexia. Critérios de Hunter.
⚙Mecanismo
Interação farmacodinâmica aditiva: ambos inibem SERT, aumentando serotonina sináptica. Farmacocinética: Escitalopram é um inibidor fraco de CYP2D6 (Ki > 10 μM), portanto a interação farmacocinética é mínima. No entanto, o risco de síndrome serotoninérgica é primariamente farmacodinâmico e bem documentado em relatos de caso, especialmente com doses altas ou em idosos. A magnitude do efeito é menor que com Fluoxetina ou Paroxetina, mas ainda clinicamente significativa.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável (ex: depressão resistente): iniciar Amitriptilina em dose 50% menor (ex: 25 mg/dia), titular lentamente. Monitorar sinais serotoninérgicos. Não é necessário ajuste por inibição enzimática, mas a vigilância clínica é essencial. Ao descontinuar Escitalopram, aguardar 1 semana (meia-vida ~30h) antes de ajustar dose.
🔍O que monitorar
Avaliação clínica semanal no primeiro mês: temperatura, FC, PA, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. ECG basal se fatores de risco cardíaco. Eletrólitos se suspeita de SIADH.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos: para dor neuropática, usar Gabapentina ou Pregabalina; para depressão, usar Bupropiona (sem ação serotoninérgica) ou Mirtazapina. Se ISRS for necessário, considerar Sertralina (perfil semelhante).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Escitalopram?
A combinação de Amitriptilina com Escitalopram apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, hiperreflexia. Critérios de Hunter. Evitar associação. Se indispensável (ex: depressão resistente): iniciar Amitriptilina em dose 50% menor (ex: 25 mg/dia), titular lentamente. Monitorar sinais serotoninérgicos. Não é necessário ajuste por inibição enzimática, mas a vigilância clínica é essencial. Ao descontinuar Escitalopram, aguardar 1 semana (meia-vida ~30h) antes de ajustar dose.
Amitriptilina e Escitalopram interagem?
Sim, Amitriptilina e Escitalopram possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacodinâmica aditiva: ambos inibem sert, aumentando serotonina sináptica. farmacocinética: escitalopram é um inibidor fraco de cyp2d6 (ki > 10 μm), portanto a interação farmacocinética é mínima. no entanto, o risco de síndrome serotoninérgica é primariamente farmacodinâmico e bem documentado em relatos de caso, especialmente com doses altas ou em idosos. a magnitude do efeito é menor que com fluoxetina ou paroxetina, mas ainda clinicamente significativa.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: depressão resistente): iniciar amitriptilina em dose 50% menor (ex: 25 mg/dia), titular lentamente. monitorar sinais serotoninérgicos. não é necessário ajuste por inibição enzimática, mas a vigilância clínica é essencial. ao descontinuar escitalopram, aguardar 1 semana (meia-vida ~30h) antes de ajustar dose..
Qual o risco de Amitriptilina com Escitalopram?
O risco da associação Amitriptilina + Escitalopram é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, clônus, hiperreflexia. Critérios de Hunter. Monitorar: avaliação clínica semanal no primeiro mês: temperatura, fc, pa, reflexos, clônus, mioclonia, nível de consciência. ecg basal se fatores de risco cardíaco. eletrólitos se suspeita de siadh..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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