Amitriptilina + Codeína

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, tontura, risco aumentado de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória com hipoventilação e hipoxemia, particularmente em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou apneia do sono. O risco de depressão respiratória é maior com codeína em doses elevadas ou em associação com outros depressores.

Mecanismo

A amitriptilina deprime o SNC por antagonismo de receptores H1, muscarínicos e alfa-1 adrenérgicos, além de inibir a recaptação de noradrenalina e serotonina. A codeína é um pró-fármaco metabolizado a morfina (pela CYP2D6), que deprime o SNC por agonismo de receptores opioides mu. A combinação resulta em efeito depressor sinérgico, com potencialização da sedação, redução do nível de consciência e depressão respiratória. A magnitude do efeito é dose-dependente e mais pronunciada em idosos, pacientes com comorbidades respiratórias ou insuficiência hepática/renal. A variabilidade genética da CYP2D6 pode influenciar a conversão de codeína em morfina, aumentando o risco em metabolizadores ultrarrápidos.

📋Conduta Clinica

Usar a menor dose eficaz de cada fármaco pelo menor tempo possível. Iniciar com doses baixas e titular lentamente, monitorando a resposta clínica. Alertar o paciente e cuidadores sobre o risco de sedação e comprometimento psicomotor, proibindo atividades que exijam atenção (dirigir, operar máquinas) até que se conheça a tolerância individual. Evitar o uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, outros opioides). Em pacientes com risco de depressão respiratória, considerar oximetria de pulso contínua durante o início do tratamento e ter naloxona prontamente disponível.

🔍O que monitorar

Avaliar nível de consciência (escala de sedação, ex.: Escala de Ramsay) e frequência respiratória no basal e periodicamente (a cada 4-6 horas durante o início). Monitorar SpO2 em pacientes de risco (idosos, DPOC, apneia do sono, insuficiência renal). Avaliar risco de quedas (escala de Morse) e orientar medidas preventivas. Questionar ativamente sobre sonolência diurna excessiva e dificuldade de concentração. Monitorar sinais de depressão respiratória: FR < 12 irpm, SpO2 < 90%, hipercapnia.

Alternativas

Considerar alternativa não sedativa para uma das indicações. Para amitriptilina, avaliar o uso de ISRS (ex.: sertralina, citalopram) ou IRSN com menor perfil sedativo (ex.: venlafaxina). Para codeína, avaliar o uso de analgésicos não opioides (AINEs, paracetamol) ou opioides com menor perfil sedativo, se apropriado para a intensidade da dor. Em caso de dor neuropática, considerar gabapentinoides (gabapentina, pregabalina) como alternativa à amitriptilina.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amitriptilina com Codeína?

A combinação de Amitriptilina com Codeína apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, tontura, risco aumentado de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória com hipoventilação e hipoxemia, particularmente em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou apneia do sono. O risco de depressão respiratória é maior com codeína em doses elevadas ou em associação com outros depressores. Usar a menor dose eficaz de cada fármaco pelo menor tempo possível. Iniciar com doses baixas e titular lentamente, monitorando a resposta clínica. Alertar o paciente e cuidadores sobre o risco de sedação e comprometimento psicomotor, proibindo atividades que exijam atenção (dirigir, operar máquinas) até que se conheça a tolerância individual. Evitar o uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, outros opioides). Em pacientes com risco de depressão respiratória, considerar oximetria de pulso contínua durante o início do tratamento e ter naloxona prontamente disponível.

Amitriptilina e Codeína interagem?

Sim, Amitriptilina e Codeína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a amitriptilina deprime o snc por antagonismo de receptores h1, muscarínicos e alfa-1 adrenérgicos, além de inibir a recaptação de noradrenalina e serotonina. a codeína é um pró-fármaco metabolizado a morfina (pela cyp2d6), que deprime o snc por agonismo de receptores opioides mu. a combinação resulta em efeito depressor sinérgico, com potencialização da sedação, redução do nível de consciência e depressão respiratória. a magnitude do efeito é dose-dependente e mais pronunciada em idosos, pacientes com comorbidades respiratórias ou insuficiência hepática/renal. a variabilidade genética da cyp2d6 pode influenciar a conversão de codeína em morfina, aumentando o risco em metabolizadores ultrarrápidos.. A conduta recomendada é: usar a menor dose eficaz de cada fármaco pelo menor tempo possível. iniciar com doses baixas e titular lentamente, monitorando a resposta clínica. alertar o paciente e cuidadores sobre o risco de sedação e comprometimento psicomotor, proibindo atividades que exijam atenção (dirigir, operar máquinas) até que se conheça a tolerância individual. evitar o uso concomitante de outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, outros opioides). em pacientes com risco de depressão respiratória, considerar oximetria de pulso contínua durante o início do tratamento e ter naloxona prontamente disponível..

Qual o risco de Amitriptilina com Codeína?

O risco da associação Amitriptilina + Codeína é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, comprometimento cognitivo e psicomotor, tontura, risco aumentado de quedas e fraturas, especialmente em idosos. Em casos graves, pode ocorrer depressão respiratória com hipoventilação e hipoxemia, particularmente em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou apneia do sono. O risco de depressão respiratória é maior com codeína em doses elevadas ou em associação com outros depressores. Monitorar: avaliar nível de consciência (escala de sedação, ex.: escala de ramsay) e frequência respiratória no basal e periodicamente (a cada 4-6 horas durante o início). monitorar spo2 em pacientes de risco (idosos, dpoc, apneia do sono, insuficiência renal). avaliar risco de quedas (escala de morse) e orientar medidas preventivas. questionar ativamente sobre sonolência diurna excessiva e dificuldade de concentração. monitorar sinais de depressão respiratória: fr < 12 irpm, spo2 < 90%, hipercapnia..

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Atualizado em junho/2026

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