Amitriptilina + Carbamazepina
⚠O que acontece
Sedação excessiva inicial, tontura, diplopia, ataxia. Com uso crônico, possível perda de eficácia da amitriptilina por indução enzimática. Risco de crises convulsivas se retirada abrupta da carbamazepina (redução do limiar convulsivo).
⚙Mecanismo
Duplo mecanismo: 1) Farmacodinâmico: depressão sinérgica do SNC (amitriptilina bloqueia H1/α1, carbamazepina estabiliza canais de sódio neuronais reduzindo excitabilidade). 2) Farmacocinético: carbamazepina é indutor potente de CYP3A4 e CYP2C19, que metabolizam amitriptilina a nortriptilina (ativo). Indução reduz níveis de amitriptilina em 40-60% e aumenta nortriptilina, podendo alterar perfil de efeitos. Efeito líquido: sedação aditiva + possível redução da eficácia antidepressiva.
📋Conduta Clinica
Iniciar amitriptilina com 25 mg à noite e titular conforme resposta clínica (pode necessitar doses maiores: 150-200 mg/dia). Monitorar níveis séricos de amitriptilina/nortriptilina (faixa terapêutica: 80-200 ng/mL) após 2 semanas de uso conjunto. Evitar outros depressores do SNC. Não suspender carbamazepina abruptamente.
🔍O que monitorar
Nível de consciência e coordenação motora nas primeiras 2 semanas. Níveis séricos de amitriptilina/nortriptilina na semana 2 e 4, depois a cada 3-6 meses. Hemograma e função hepática (risco de agranulocitose/hepatotoxicidade por carbamazepina).
↺Alternativas
Substituir carbamazepina por oxcarbazepina (menor indução enzimática) ou lamotrigina. Ou substituir amitriptilina por venlafaxina (menor sedação, metabolismo por CYP2D6).
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Carbamazepina?
A combinação de Amitriptilina com Carbamazepina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva inicial, tontura, diplopia, ataxia. Com uso crônico, possível perda de eficácia da amitriptilina por indução enzimática. Risco de crises convulsivas se retirada abrupta da carbamazepina (redução do limiar convulsivo). Iniciar amitriptilina com 25 mg à noite e titular conforme resposta clínica (pode necessitar doses maiores: 150-200 mg/dia). Monitorar níveis séricos de amitriptilina/nortriptilina (faixa terapêutica: 80-200 ng/mL) após 2 semanas de uso conjunto. Evitar outros depressores do SNC. Não suspender carbamazepina abruptamente.
Amitriptilina e Carbamazepina interagem?
Sim, Amitriptilina e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duplo mecanismo: 1) farmacodinâmico: depressão sinérgica do snc (amitriptilina bloqueia h1/α1, carbamazepina estabiliza canais de sódio neuronais reduzindo excitabilidade). 2) farmacocinético: carbamazepina é indutor potente de cyp3a4 e cyp2c19, que metabolizam amitriptilina a nortriptilina (ativo). indução reduz níveis de amitriptilina em 40-60% e aumenta nortriptilina, podendo alterar perfil de efeitos. efeito líquido: sedação aditiva + possível redução da eficácia antidepressiva.. A conduta recomendada é: iniciar amitriptilina com 25 mg à noite e titular conforme resposta clínica (pode necessitar doses maiores: 150-200 mg/dia). monitorar níveis séricos de amitriptilina/nortriptilina (faixa terapêutica: 80-200 ng/ml) após 2 semanas de uso conjunto. evitar outros depressores do snc. não suspender carbamazepina abruptamente..
Qual o risco de Amitriptilina com Carbamazepina?
O risco da associação Amitriptilina + Carbamazepina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva inicial, tontura, diplopia, ataxia. Com uso crônico, possível perda de eficácia da amitriptilina por indução enzimática. Risco de crises convulsivas se retirada abrupta da carbamazepina (redução do limiar convulsivo). Monitorar: nível de consciência e coordenação motora nas primeiras 2 semanas. níveis séricos de amitriptilina/nortriptilina na semana 2 e 4, depois a cada 3-6 meses. hemograma e função hepática (risco de agranulocitose/hepatotoxicidade por carbamazepina)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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