Amitriptilina + Aripiprazol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, comprometimento psicomotor, risco aumentado de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória leve em doses altas ou pacientes suscetíveis (ex: DPOC).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: Amitriptilina (antidepressivo tricíclico) bloqueia receptores H1-histamínicos, α1-adrenérgicos e muscarínicos, causando sedação; Aripiprazol (antipsicótico atípico) é agonista parcial D2/5-HT1A e antagonista 5-HT2A, com efeito sedativo moderado mediado por bloqueio H1 e α1. Efeito aditivo na depressão do sistema reticular ativador ascendente. Magnitude do efeito: aumento de 2-3 vezes no risco de sedação excessiva em idosos (OR 2.4, IC95% 1.8-3.2).
📋Conduta Clinica
Iniciar com doses baixas: Amitriptilina 10-25 mg à noite, Aripiprazol 2-5 mg/dia. Ajustar gradualmente conforme tolerância. Evitar uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação. Em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de ambos.
🔍O que monitorar
Avaliar nível de sedação (escala de Ramsay ou equivalente) nas primeiras 2 semanas. Monitorar risco de quedas (teste Timed Up and Go em idosos). SpO2 apenas se houver comorbidade respiratória ou sedação profunda. Reavaliar necessidade da combinação a cada 3 meses.
↺Alternativas
Substituir amitriptilina por ISRS (ex: sertralina) ou aripiprazol por antipsicótico menos sedativo (ex: lurasidona) se sedação for limitante.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amitriptilina com Aripiprazol?
A combinação de Amitriptilina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, comprometimento psicomotor, risco aumentado de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória leve em doses altas ou pacientes suscetíveis (ex: DPOC). Iniciar com doses baixas: Amitriptilina 10-25 mg à noite, Aripiprazol 2-5 mg/dia. Ajustar gradualmente conforme tolerância. Evitar uso concomitante de outros depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides). Orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação. Em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de ambos.
Amitriptilina e Aripiprazol interagem?
Sim, Amitriptilina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: amitriptilina (antidepressivo tricíclico) bloqueia receptores h1-histamínicos, α1-adrenérgicos e muscarínicos, causando sedação; aripiprazol (antipsicótico atípico) é agonista parcial d2/5-ht1a e antagonista 5-ht2a, com efeito sedativo moderado mediado por bloqueio h1 e α1. efeito aditivo na depressão do sistema reticular ativador ascendente. magnitude do efeito: aumento de 2-3 vezes no risco de sedação excessiva em idosos (or 2.4, ic95% 1.8-3.2).. A conduta recomendada é: iniciar com doses baixas: amitriptilina 10-25 mg à noite, aripiprazol 2-5 mg/dia. ajustar gradualmente conforme tolerância. evitar uso concomitante de outros depressores do snc (álcool, benzodiazepínicos, opioides). orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação. em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de ambos..
Qual o risco de Amitriptilina com Aripiprazol?
O risco da associação Amitriptilina + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, comprometimento psicomotor, risco aumentado de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória leve em doses altas ou pacientes suscetíveis (ex: DPOC). Monitorar: avaliar nível de sedação (escala de ramsay ou equivalente) nas primeiras 2 semanas. monitorar risco de quedas (teste timed up and go em idosos). spo2 apenas se houver comorbidade respiratória ou sedação profunda. reavaliar necessidade da combinação a cada 3 meses..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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