Amicacina + Tacrolimus
⚠O que acontece
Insuficiência renal aguda. Creatinina pode subir >50% em 3-7 dias, especialmente em receptores de transplante.
⚙Mecanismo
Nefrotoxicidade aditiva. Amicacina causa necrose tubular aguda por acumulação lisossomal, dano mitocondrial e ativação de caspase-3. Tacrolimus inibe calcineurina promovendo vasoconstrição aferente, isquemia e fibrose intersticial crônica. Efeito sinérgico na redução de TFG.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: hidratação IV 2,5-3 L/dia, manter débito urinário >1 mL/kg/h, considerar dose reduzida de amicacina (15 mg/kg/dia ajustado por peso ideal).
🔍O que monitorar
Creatinina sérica e TFG (CKD-EPI) a cada 48h; níveis de tacrolimus diários nos primeiros 5 dias; K+, Mg2+ e peso bidia; débito urinário horário se UTI.
↺Alternativas
Usar beta-lactâmico ou vancomicina (monitorar níveis) no lugar da amicacina quando possível.
📚Referências
UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; estudos em transplante renal
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amicacina com Tacrolimus?
A combinação de Amicacina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda. Creatinina pode subir >50% em 3-7 dias, especialmente em receptores de transplante. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: hidratação IV 2,5-3 L/dia, manter débito urinário >1 mL/kg/h, considerar dose reduzida de amicacina (15 mg/kg/dia ajustado por peso ideal).
Amicacina e Tacrolimus interagem?
Sim, Amicacina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve nefrotoxicidade aditiva. amicacina causa necrose tubular aguda por acumulação lisossomal, dano mitocondrial e ativação de caspase-3. tacrolimus inibe calcineurina promovendo vasoconstrição aferente, isquemia e fibrose intersticial crônica. efeito sinérgico na redução de tfg.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: hidratação iv 2,5-3 l/dia, manter débito urinário >1 ml/kg/h, considerar dose reduzida de amicacina (15 mg/kg/dia ajustado por peso ideal)..
Qual o risco de Amicacina com Tacrolimus?
O risco da associação Amicacina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda. Creatinina pode subir >50% em 3-7 dias, especialmente em receptores de transplante. Monitorar: creatinina sérica e tfg (ckd-epi) a cada 48h; níveis de tacrolimus diários nos primeiros 5 dias; k+, mg2+ e peso bidia; débito urinário horário se uti..
Interações Relacionadas
Diurético de alça reduz depuração renal do lítio em 25-40% por depleção de volume e menor filtração, elevando níveis séricos.
A furosemida causa depleção de volume e sódio, levando a um aumento compensatório na reabsorção tubular proximal de sódio e, consequentemente, de lítio. Isso pode elevar os níveis séricos de lítio em 25-40%, mesmo com função renal normal. Adicionalmente, o lítio pode causar diabetes insipidus nefrogênico, e a desidratação induzida pela furosemida exacerba o risco de toxicidade por lítio e lesão renal aguda.
Nefrotoxicidade aditiva. A gentamicina é um aminoglicosídeo que se acumula nas células tubulares renais proximais, causando necrose tubular aguda. A furosemida, ao causar depleção de volume e reduzir o fluxo sanguíneo renal, potencializa a concentração e a toxicidade tubular da gentamicina. A hipocalemia induzida pela furosemida também pode exacerbar o dano tubular.
Nefrotoxicidade aditiva. A vancomicina causa estresse oxidativo e dano mitocondrial nas células tubulares renais proximais. A furosemida, ao induzir depleção de volume e ativar o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduz a perfusão renal e potencializa a concentração tubular da vancomicina, exacerbando seu efeito tóxico direto. O risco é particularmente alto com níveis de vale de vancomicina > 20 mcg/mL.
Atualizado em junho/2026
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