Amicacina + Furosemida

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Insuficiência renal aguda: aumento da creatinina, oligúria, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). Ototoxicidade: zumbido, perda auditiva de alta frequência, vertigem. Pode ocorrer mesmo com níveis séricos terapêuticos de amicacina.

Mecanismo

Amicacina, um aminoglicosídeo, causa nefrotoxicidade por acúmulo tubular proximal e estresse oxidativo, além de ototoxicidade por dano às células ciliadas da cóclea. Furosemida, um diurético de alça, pode causar depleção de volume intravascular, reduzindo a perfusão renal e aumentando a concentração tubular de amicacina, o que agrava a nefrotoxicidade. Além disso, a furosemida pode potencializar a ototoxicidade dos aminoglicosídeos por alterar a composição eletrolítica da endolinfa coclear, embora o mecanismo exato seja incerto. A combinação resulta em risco aditivo de LRA e surdez neurossensorial, especialmente em pacientes com função renal prévia comprometida ou uso prolongado. Magnitude do efeito: grave, com potencial para dano renal e auditivo irreversível.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se necessária (ex.: edema refratário em paciente com infecção por Gram-negativo), garantir hidratação adequada (evitar hipovolemia), usar a menor dose eficaz de furosemida e monitorar rigorosamente função renal e auditiva. Ajustar dose de amicacina pela função renal e monitorar níveis séricos. Se creatinina aumentar >50% ou surgirem sintomas auditivos, suspender ambos e reavaliar.

🔍O que monitorar

Monitorar creatinina sérica diariamente, débito urinário a cada 6 horas, eletrólitos (K, Mg) diariamente, peso diário, pressão arterial. Realizar audiometria basal e semanal se uso prolongado. Dosar nível sérico de amicacina (pico e vale) conforme protocolo.

Alternativas

Para infecção: substituir amicacina por antibiótico não nefrotóxico/ototóxico (ex.: ceftazidima, ciprofloxacino) conforme antibiograma. Para edema: substituir furosemida por diurético não ototóxico (ex.: bumetanida, torsemida) com cautela, ou manejar edema com restrição hídrica/sódica.

📚Referências

UpToDate 2024; KDIGO AKI Guidelines; Rybak LP. Ototoxicity of loop diuretics. Otolaryngol Clin North Am. 1993;26(5):829-44.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amicacina com Furosemida?

A combinação de Amicacina com Furosemida apresenta interação de gravidade grave. Insuficiência renal aguda: aumento da creatinina, oligúria, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). Ototoxicidade: zumbido, perda auditiva de alta frequência, vertigem. Pode ocorrer mesmo com níveis séricos terapêuticos de amicacina. Evitar a associação. Se necessária (ex.: edema refratário em paciente com infecção por Gram-negativo), garantir hidratação adequada (evitar hipovolemia), usar a menor dose eficaz de furosemida e monitorar rigorosamente função renal e auditiva. Ajustar dose de amicacina pela função renal e monitorar níveis séricos. Se creatinina aumentar >50% ou surgirem sintomas auditivos, suspender ambos e reavaliar.

Amicacina e Furosemida interagem?

Sim, Amicacina e Furosemida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amicacina, um aminoglicosídeo, causa nefrotoxicidade por acúmulo tubular proximal e estresse oxidativo, além de ototoxicidade por dano às células ciliadas da cóclea. furosemida, um diurético de alça, pode causar depleção de volume intravascular, reduzindo a perfusão renal e aumentando a concentração tubular de amicacina, o que agrava a nefrotoxicidade. além disso, a furosemida pode potencializar a ototoxicidade dos aminoglicosídeos por alterar a composição eletrolítica da endolinfa coclear, embora o mecanismo exato seja incerto. a combinação resulta em risco aditivo de lra e surdez neurossensorial, especialmente em pacientes com função renal prévia comprometida ou uso prolongado. magnitude do efeito: grave, com potencial para dano renal e auditivo irreversível.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se necessária (ex.: edema refratário em paciente com infecção por gram-negativo), garantir hidratação adequada (evitar hipovolemia), usar a menor dose eficaz de furosemida e monitorar rigorosamente função renal e auditiva. ajustar dose de amicacina pela função renal e monitorar níveis séricos. se creatinina aumentar >50% ou surgirem sintomas auditivos, suspender ambos e reavaliar..

Qual o risco de Amicacina com Furosemida?

O risco da associação Amicacina + Furosemida é classificado como GRAVE. Insuficiência renal aguda: aumento da creatinina, oligúria, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). Ototoxicidade: zumbido, perda auditiva de alta frequência, vertigem. Pode ocorrer mesmo com níveis séricos terapêuticos de amicacina. Monitorar: monitorar creatinina sérica diariamente, débito urinário a cada 6 horas, eletrólitos (k, mg) diariamente, peso diário, pressão arterial. realizar audiometria basal e semanal se uso prolongado. dosar nível sérico de amicacina (pico e vale) conforme protocolo..

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Atualizado em junho/2026

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