Alprazolam + Propranolol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo (memória, atenção), risco aumentado de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória leve a moderada (em doses terapêuticas, raramente grave). Risco de bradicardia sinérgica em pacientes com doença do nó sinusal.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC: alprazolam (agonista GABA-A, aumento da frequência de abertura do canal de cloro) + propranolol (beta-bloqueador lipofílico com penetração no SNC, antagonismo de receptores beta-adrenérgicos centrais). Efeito aditivo na sedação e redução do estado de alerta. Adicionalmente, propranolol pode inibir fracamente CYP3A4 (IC50 > 10 μM), mas o efeito farmacocinético é mínimo; a interação é predominantemente farmacodinâmica. Magnitude do efeito: aumento de 30-50% na sedação subjetiva em estudos com combinação de BZD e beta-bloqueadores lipofílicos.

📋Conduta Clinica

Iniciar com doses baixas de ambos os fármacos. Alprazolam: 0,25 mg 2-3x/dia; Propranolol: 10-20 mg 2-3x/dia. Ajustar gradualmente conforme resposta. Evitar uso noturno conjunto se possível. Orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação. Em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de alprazolam.

🔍O que monitorar

Avaliar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay ou equivalente) a cada consulta. Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial. Questionar ativamente sobre quedas e sonolência diurna. Em pacientes com DPOC ou apneia do sono, monitorar SpO2 noturna.

Alternativas

Para ansiedade: considerar buspirona (não sedativa) ou ISRS. Para hipertensão/taquicardia: atenolol (beta-bloqueador hidrofílico, menor penetração no SNC) ou IECA.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Micromedex

Perguntas Frequentes

Pode tomar Alprazolam com Propranolol?

A combinação de Alprazolam com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo (memória, atenção), risco aumentado de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória leve a moderada (em doses terapêuticas, raramente grave). Risco de bradicardia sinérgica em pacientes com doença do nó sinusal. Iniciar com doses baixas de ambos os fármacos. Alprazolam: 0,25 mg 2-3x/dia; Propranolol: 10-20 mg 2-3x/dia. Ajustar gradualmente conforme resposta. Evitar uso noturno conjunto se possível. Orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação. Em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de alprazolam.

Alprazolam e Propranolol interagem?

Sim, Alprazolam e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: alprazolam (agonista gaba-a, aumento da frequência de abertura do canal de cloro) + propranolol (beta-bloqueador lipofílico com penetração no snc, antagonismo de receptores beta-adrenérgicos centrais). efeito aditivo na sedação e redução do estado de alerta. adicionalmente, propranolol pode inibir fracamente cyp3a4 (ic50 > 10 μm), mas o efeito farmacocinético é mínimo; a interação é predominantemente farmacodinâmica. magnitude do efeito: aumento de 30-50% na sedação subjetiva em estudos com combinação de bzd e beta-bloqueadores lipofílicos.. A conduta recomendada é: iniciar com doses baixas de ambos os fármacos. alprazolam: 0,25 mg 2-3x/dia; propranolol: 10-20 mg 2-3x/dia. ajustar gradualmente conforme resposta. evitar uso noturno conjunto se possível. orientar paciente a evitar dirigir ou operar máquinas perigosas até adaptação. em idosos, considerar redução de 50% da dose inicial de alprazolam..

Qual o risco de Alprazolam com Propranolol?

O risco da associação Alprazolam + Propranolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, sonolência diurna, lentificação psicomotora, comprometimento cognitivo (memória, atenção), risco aumentado de quedas (especialmente em idosos), depressão respiratória leve a moderada (em doses terapêuticas, raramente grave). Risco de bradicardia sinérgica em pacientes com doença do nó sinusal. Monitorar: avaliar nível de consciência (escala de sedação de ramsay ou equivalente) a cada consulta. monitorar frequência cardíaca e pressão arterial. questionar ativamente sobre quedas e sonolência diurna. em pacientes com dpoc ou apneia do sono, monitorar spo2 noturna..

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Atualizado em junho/2026

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