Alprazolam + Clomipramina
⚠O que acontece
Sedação intensa, sonolência, confusão, efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária), risco de quedas. Possível agravamento de transtorno obsessivo-compulsivo por sedação excessiva. Raramente, síndrome serotoninérgica se associado a outros serotoninérgicos.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: alprazolam (GABA-A) + clomipramina (potente inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, antagonista H1, M1, α1). Efeito sedativo aditivo significativo. Clomipramina inibe CYP2D6; alprazolam não é substrato. Alprazolam é substrato CYP3A4; clomipramina é metabolizada por CYP2D6 e CYP1A2, sem interação farmacocinética relevante. Magnitude: aumento de 40-50% na sedação. Risco teórico de síndrome serotoninérgica (alprazolam não eleva serotonina, mas clomipramina sim; alprazolam pode mascarar sintomas iniciais).
📋Conduta Clinica
Evitar em idosos. Iniciar clomipramina 25 mg à noite e alprazolam 0,25 mg 2x/dia (manhã e tarde). Titular clomipramina lentamente (aumentos de 25 mg a cada 3-4 dias). Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, hipertermia, clônus).
🔍O que monitorar
Avaliar sedação, função cognitiva, efeitos anticolinérgicos. ECG basal e periódico (QTc). Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica. Em TOC, avaliar resposta terapêutica com escalas específicas (Y-BOCS).
↺Alternativas
Para TOC: ISRS (fluoxetina, sertralina) com menor perfil anticolinérgico. Para ansiedade: buspirona ou pregabalina.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Stockley's Drug Interactions; Micromedex
Perguntas Frequentes
Pode tomar Alprazolam com Clomipramina?
A combinação de Alprazolam com Clomipramina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação intensa, sonolência, confusão, efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária), risco de quedas. Possível agravamento de transtorno obsessivo-compulsivo por sedação excessiva. Raramente, síndrome serotoninérgica se associado a outros serotoninérgicos. Evitar em idosos. Iniciar clomipramina 25 mg à noite e alprazolam 0,25 mg 2x/dia (manhã e tarde). Titular clomipramina lentamente (aumentos de 25 mg a cada 3-4 dias). Monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, hipertermia, clônus).
Alprazolam e Clomipramina interagem?
Sim, Alprazolam e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: alprazolam (gaba-a) + clomipramina (potente inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, antagonista h1, m1, α1). efeito sedativo aditivo significativo. clomipramina inibe cyp2d6; alprazolam não é substrato. alprazolam é substrato cyp3a4; clomipramina é metabolizada por cyp2d6 e cyp1a2, sem interação farmacocinética relevante. magnitude: aumento de 40-50% na sedação. risco teórico de síndrome serotoninérgica (alprazolam não eleva serotonina, mas clomipramina sim; alprazolam pode mascarar sintomas iniciais).. A conduta recomendada é: evitar em idosos. iniciar clomipramina 25 mg à noite e alprazolam 0,25 mg 2x/dia (manhã e tarde). titular clomipramina lentamente (aumentos de 25 mg a cada 3-4 dias). monitorar sinais de síndrome serotoninérgica (agitação, hipertermia, clônus)..
Qual o risco de Alprazolam com Clomipramina?
O risco da associação Alprazolam + Clomipramina é classificado como MODERADA. Sedação intensa, sonolência, confusão, efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária), risco de quedas. Possível agravamento de transtorno obsessivo-compulsivo por sedação excessiva. Raramente, síndrome serotoninérgica se associado a outros serotoninérgicos. Monitorar: avaliar sedação, função cognitiva, efeitos anticolinérgicos. ecg basal e periódico (qtc). monitorar sinais de síndrome serotoninérgica. em toc, avaliar resposta terapêutica com escalas específicas (y-bocs)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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