Voriconazol + Rifabutina
⚠O que acontece
Risco aumentado de hepatotoxicidade grave, uveíte, neutropenia e síndrome gripal pela rifabutina. Falha terapêutica do voriconazol com risco de progressão da infecção fúngica. Casos de hepatite fulminante foram relatados.
⚙Mecanismo
Interação bidirecional complexa: Voriconazol inibe potentemente a CYP3A4 (IC50 ~0.2-0.5 μM), principal via de metabolismo da rifabutina, aumentando sua AUC em 3-4x. Simultaneamente, a rifabutina é um indutor moderado da CYP3A4 e CYP2C9/19, reduzindo os níveis de voriconazol em 70-80% (AUC diminuída em 79% em estudos). O efeito líquido é imprevisível e potencialmente perigoso: toxicidade por rifabutina (hepatotoxicidade, uveíte, neutropenia) e falha terapêutica do voriconazol.
📋Conduta Clinica
Esta combinação deve ser evitada sempre que possível. Se for absolutamente necessária (ex: TB e aspergilose), requer ajustes rigorosos: aumentar a dose de manutenção de voriconazol para 5mg/kg IV a cada 12h ou 400mg VO a cada 12h (dobro da dose usual). Reduzir a dose de rifabutina para 150mg/dia (redução de 50%). Monitorar níveis séricos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/mL) e ajustar doses conforme necessário. Realizar hemograma completo, provas de função hepática e exame oftalmológico semanalmente.
🔍O que monitorar
Níveis séricos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/mL) semanalmente até estabilização. Hemograma completo, TGO/TGP, bilirrubinas, fosfatase alcalina semanalmente. Exame oftalmológico (acuidade visual, fundoscopia) mensal. Sinais e sintomas de hepatotoxicidade (icterícia, dor abdominal, náuseas).
↺Alternativas
Para TB: rifampicina é contraindicada (indução mais potente). Considerar regime sem rifamicinas se possível. Para antifúngico: anfotericina B ou equinocandinas não interagem com CYP3A4 e são preferíveis.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication 2014; Geist et al. Antimicrob Agents Chemother 2007;51:3455-7; Li et al. Clin Infect Dis 2010;50:1101-11
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Rifabutina?
A combinação de Voriconazol com Rifabutina apresenta interação de gravidade grave. Risco aumentado de hepatotoxicidade grave, uveíte, neutropenia e síndrome gripal pela rifabutina. Falha terapêutica do voriconazol com risco de progressão da infecção fúngica. Casos de hepatite fulminante foram relatados. Esta combinação deve ser evitada sempre que possível. Se for absolutamente necessária (ex: TB e aspergilose), requer ajustes rigorosos: aumentar a dose de manutenção de voriconazol para 5mg/kg IV a cada 12h ou 400mg VO a cada 12h (dobro da dose usual). Reduzir a dose de rifabutina para 150mg/dia (redução de 50%). Monitorar níveis séricos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/mL) e ajustar doses conforme necessário. Realizar hemograma completo, provas de função hepática e exame oftalmológico semanalmente.
Voriconazol e Rifabutina interagem?
Sim, Voriconazol e Rifabutina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional complexa: voriconazol inibe potentemente a cyp3a4 (ic50 ~0.2-0.5 μm), principal via de metabolismo da rifabutina, aumentando sua auc em 3-4x. simultaneamente, a rifabutina é um indutor moderado da cyp3a4 e cyp2c9/19, reduzindo os níveis de voriconazol em 70-80% (auc diminuída em 79% em estudos). o efeito líquido é imprevisível e potencialmente perigoso: toxicidade por rifabutina (hepatotoxicidade, uveíte, neutropenia) e falha terapêutica do voriconazol.. A conduta recomendada é: esta combinação deve ser evitada sempre que possível. se for absolutamente necessária (ex: tb e aspergilose), requer ajustes rigorosos: aumentar a dose de manutenção de voriconazol para 5mg/kg iv a cada 12h ou 400mg vo a cada 12h (dobro da dose usual). reduzir a dose de rifabutina para 150mg/dia (redução de 50%). monitorar níveis séricos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/ml) e ajustar doses conforme necessário. realizar hemograma completo, provas de função hepática e exame oftalmológico semanalmente..
Qual o risco de Voriconazol com Rifabutina?
O risco da associação Voriconazol + Rifabutina é classificado como GRAVE. Risco aumentado de hepatotoxicidade grave, uveíte, neutropenia e síndrome gripal pela rifabutina. Falha terapêutica do voriconazol com risco de progressão da infecção fúngica. Casos de hepatite fulminante foram relatados. Monitorar: níveis séricos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/ml) semanalmente até estabilização. hemograma completo, tgo/tgp, bilirrubinas, fosfatase alcalina semanalmente. exame oftalmológico (acuidade visual, fundoscopia) mensal. sinais e sintomas de hepatotoxicidade (icterícia, dor abdominal, náuseas)..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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