Amiodarona + Eritromicina
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis plasmáticos de Eritromicina, com prolongamento aditivo do intervalo QTc (>500 ms) e risco substancial de torsades de pointes e parada cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos).
⚙Mecanismo
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
📋Conduta Clinica
EVITAR a associação. Se absolutamente necessário: reduzir dose de Eritromicina em 50-75% (máximo 250 mg/dia VO), realizar ECG basal e seriado (a cada 24-48h), manter K+ sérico >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal.
🔍O que monitorar
ECG com QTc antes do início e a cada 24-48h durante o tratamento; eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) diariamente; sinais clínicos de arritmia (palpitações, síncope, tontura); função hepática (TGO/TGP) semanalmente.
↺Alternativas
Substituir Eritromicina por azitromicina (menor efeito no QTc e menor dependência de CYP3A4) ou claritromicina (se indispensável, com monitorização intensiva). Alternativamente, substituir Amiodarona por sotalol ou propafenona, se clinicamente viável.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table 2024; Micromedex 2024; CredibleMeds QT Drug List 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amiodarona com Eritromicina?
A combinação de Amiodarona com Eritromicina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de Eritromicina, com prolongamento aditivo do intervalo QTc (>500 ms) e risco substancial de torsades de pointes e parada cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos). EVITAR a associação. Se absolutamente necessário: reduzir dose de Eritromicina em 50-75% (máximo 250 mg/dia VO), realizar ECG basal e seriado (a cada 24-48h), manter K+ sérico >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal.
Amiodarona e Eritromicina interagem?
Sim, Amiodarona e Eritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amiodarona é inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~10-15 µm), principal via de metabolização da eritromicina (substrato sensível da cyp3a4). a coadministração pode aumentar a auc da eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se absolutamente necessário: reduzir dose de eritromicina em 50-75% (máximo 250 mg/dia vo), realizar ecg basal e seriado (a cada 24-48h), manter k+ sérico >4,0 meq/l e mg2+ >2,0 mg/dl. suspender imediatamente se qtc >500 ms ou aumento >60 ms do basal..
Qual o risco de Amiodarona com Eritromicina?
O risco da associação Amiodarona + Eritromicina é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis plasmáticos de Eritromicina, com prolongamento aditivo do intervalo QTc (>500 ms) e risco substancial de torsades de pointes e parada cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos). Monitorar: ecg com qtc antes do início e a cada 24-48h durante o tratamento; eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) diariamente; sinais clínicos de arritmia (palpitações, síncope, tontura); função hepática (tgo/tgp) semanalmente..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Interação bidirecional grave: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM) e Claritromicina é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.1 µM) e P-gp. Claritromicina aumenta AUC do Verapamil em 3-4x, com risco de bradicardia severa e hipotensão. Verapamil aumenta AUC da Claritromicina em 2-3x. Ambos prolongam QTc por bloqueio de canais hERG (IKr), com efeito aditivo.
Atualizado em junho/2026
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