Verapamil + Claritromicina
⚠O que acontece
Prolongamento QTc grave (>500 ms) com risco de torsades de pointes e morte súbita. Bradicardia sinusal severa (<40 bpm) e hipotensão sintomática. Hepatotoxicidade (elevação de ALT/AST >3x LSN).
⚙Mecanismo
Interação bidirecional grave: Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM) e Claritromicina é inibidor potente da CYP3A4 (Ki <0.1 µM) e P-gp. Claritromicina aumenta AUC do Verapamil em 3-4x, com risco de bradicardia severa e hipotensão. Verapamil aumenta AUC da Claritromicina em 2-3x. Ambos prolongam QTc por bloqueio de canais hERG (IKr), com efeito aditivo.
📋Conduta Clinica
Associação contraindicada. Se indispensável: reduzir Claritromicina para 250 mg 12/12h e Verapamil para 120 mg/dia (liberação imediata). ECG a cada 48h. Suspender se QTc >470 ms (homens) ou >480 ms (mulheres) ou FC <45 bpm. Manter K+ >4.5 e Mg2+ >2.0.
🔍O que monitorar
ECG basal e seriado (QTc, FC), eletrólitos (K+, Mg2+), transaminases hepáticas a cada 72h, PA e FC diariamente.
↺Alternativas
Substituir Claritromicina por azitromicina (menor inibição de CYP3A4 e menor risco QT) ou doxiciclina. Ou substituir Verapamil por anti-hipertensivo sem interação (ex: lisinopril, hidroclorotiazida).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Claritromicina Label 2023; CredibleMeds QT Drug List 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Claritromicina?
A combinação de Verapamil com Claritromicina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc grave (>500 ms) com risco de torsades de pointes e morte súbita. Bradicardia sinusal severa (<40 bpm) e hipotensão sintomática. Hepatotoxicidade (elevação de ALT/AST >3x LSN). Associação contraindicada. Se indispensável: reduzir Claritromicina para 250 mg 12/12h e Verapamil para 120 mg/dia (liberação imediata). ECG a cada 48h. Suspender se QTc >470 ms (homens) ou >480 ms (mulheres) ou FC <45 bpm. Manter K+ >4.5 e Mg2+ >2.0.
Verapamil e Claritromicina interagem?
Sim, Verapamil e Claritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional grave: verapamil inibe cyp3a4 (ki ~2-5 µm) e claritromicina é inibidor potente da cyp3a4 (ki <0.1 µm) e p-gp. claritromicina aumenta auc do verapamil em 3-4x, com risco de bradicardia severa e hipotensão. verapamil aumenta auc da claritromicina em 2-3x. ambos prolongam qtc por bloqueio de canais herg (ikr), com efeito aditivo.. A conduta recomendada é: associação contraindicada. se indispensável: reduzir claritromicina para 250 mg 12/12h e verapamil para 120 mg/dia (liberação imediata). ecg a cada 48h. suspender se qtc >470 ms (homens) ou >480 ms (mulheres) ou fc <45 bpm. manter k+ >4.5 e mg2+ >2.0..
Qual o risco de Verapamil com Claritromicina?
O risco da associação Verapamil + Claritromicina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc grave (>500 ms) com risco de torsades de pointes e morte súbita. Bradicardia sinusal severa (<40 bpm) e hipotensão sintomática. Hepatotoxicidade (elevação de ALT/AST >3x LSN). Monitorar: ecg basal e seriado (qtc, fc), eletrólitos (k+, mg2+), transaminases hepáticas a cada 72h, pa e fc diariamente..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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