Voriconazol + Imatinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de imatinibe, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como mielossupressão (anemia, neutropenia, trombocitopenia), retenção hídrica (edema periorbital, derrame pleural, ascite), hepatotoxicidade (elevação de transaminases), cardiotoxicidade (insuficiência cardíaca, prolongamento QTc) e cãibras musculares.

Mecanismo

Voriconazol é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.1-0.5 μM), enzima responsável por uma parte significativa do metabolismo do imatinibe (N-desmetilação ao metabólito ativo CGP74588, que também é substrato da CYP3A4). Embora a CYP3A4 contribua para cerca de 40% do metabolismo do imatinibe, a inibição pode aumentar a AUC do imatinibe em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, elevando o risco de toxicidade. Adicionalmente, o imatinibe é um inibidor moderado da CYP3A4, podendo aumentar os níveis de voriconazol, criando uma interação bidirecional.

📋Conduta Clinica

Monitorar a resposta clínica e os efeitos adversos do imatinibe. Considerar redução empírica da dose de imatinibe em 25-50% ao iniciar voriconazol, especialmente se o paciente já apresenta toxicidade leve. Ajustar a dose com base na tolerância e na resposta hematológica e molecular. Reajustar a dose do imatinibe após a descontinuação do voriconazol. Monitorar também possíveis sinais de toxicidade aumentada do voriconazol (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, fototoxicidade).

🔍O que monitorar

Monitorar hemograma completo semanalmente, função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) a cada 1-2 semanas, ECG com medição do QTc no início da combinação e após 1-2 semanas, e sinais de retenção hídrica (peso diário, ausculta pulmonar). Monitorar níveis séricos de voriconazol se disponível (alvo terapêutico: 1-5.5 μg/mL) para evitar toxicidade.

Alternativas

Considerar alternativa antifúngica com menor potencial de interação, como anfotericina B lipossomal ou equinocandinas (caspofungina, micafungina, anidulafungina). Se a troca do antifúngico não for possível, avaliar a substituição do imatinibe por um inibidor de tirosina quinase de segunda geração com menor dependência da CYP3A4 (ex: dasatinibe, nilotinibe), cientes de que a interação pode ser similar.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo de interação farmacocinética cetoconazol-imatinibe (Dutreix et al., 2004); Bula do Glivec e Vfend

Perguntas Frequentes

Pode tomar Voriconazol com Imatinibe?

A combinação de Voriconazol com Imatinibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de imatinibe, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como mielossupressão (anemia, neutropenia, trombocitopenia), retenção hídrica (edema periorbital, derrame pleural, ascite), hepatotoxicidade (elevação de transaminases), cardiotoxicidade (insuficiência cardíaca, prolongamento QTc) e cãibras musculares. Monitorar a resposta clínica e os efeitos adversos do imatinibe. Considerar redução empírica da dose de imatinibe em 25-50% ao iniciar voriconazol, especialmente se o paciente já apresenta toxicidade leve. Ajustar a dose com base na tolerância e na resposta hematológica e molecular. Reajustar a dose do imatinibe após a descontinuação do voriconazol. Monitorar também possíveis sinais de toxicidade aumentada do voriconazol (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, fototoxicidade).

Voriconazol e Imatinibe interagem?

Sim, Voriconazol e Imatinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.1-0.5 μm), enzima responsável por uma parte significativa do metabolismo do imatinibe (n-desmetilação ao metabólito ativo cgp74588, que também é substrato da cyp3a4). embora a cyp3a4 contribua para cerca de 40% do metabolismo do imatinibe, a inibição pode aumentar a auc do imatinibe em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, elevando o risco de toxicidade. adicionalmente, o imatinibe é um inibidor moderado da cyp3a4, podendo aumentar os níveis de voriconazol, criando uma interação bidirecional.. A conduta recomendada é: monitorar a resposta clínica e os efeitos adversos do imatinibe. considerar redução empírica da dose de imatinibe em 25-50% ao iniciar voriconazol, especialmente se o paciente já apresenta toxicidade leve. ajustar a dose com base na tolerância e na resposta hematológica e molecular. reajustar a dose do imatinibe após a descontinuação do voriconazol. monitorar também possíveis sinais de toxicidade aumentada do voriconazol (hepatotoxicidade, distúrbios visuais, fototoxicidade)..

Qual o risco de Voriconazol com Imatinibe?

O risco da associação Voriconazol + Imatinibe é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de imatinibe, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como mielossupressão (anemia, neutropenia, trombocitopenia), retenção hídrica (edema periorbital, derrame pleural, ascite), hepatotoxicidade (elevação de transaminases), cardiotoxicidade (insuficiência cardíaca, prolongamento QTc) e cãibras musculares. Monitorar: monitorar hemograma completo semanalmente, função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) a cada 1-2 semanas, ecg com medição do qtc no início da combinação e após 1-2 semanas, e sinais de retenção hídrica (peso diário, ausculta pulmonar). monitorar níveis séricos de voriconazol se disponível (alvo terapêutico: 1-5.5 μg/ml) para evitar toxicidade..

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Atualizado em junho/2026

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