Voriconazol + Erlotinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de erlotinibe, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como rash cutâneo acneiforme (que pode ser grave), diarreia, hepatotoxicidade (elevação de transaminases, raramente hepatite fulminante), prolongamento do intervalo QTc e, em casos raros, perfuração gastrointestinal.

Mecanismo

Voriconazol é um inibidor potente da CYP3A4 (IC50 ~0.1-0.5 μM), enzima primária responsável pelo metabolismo do erlotinibe (O-desmetilação a metabólitos inativos). A inibição pode aumentar a AUC do erlotinibe em aproximadamente 2 a 3 vezes, conforme demonstrado com outros inibidores potentes da CYP3A4 como o cetoconazol. O erlotinibe também é um inibidor moderado da CYP3A4, podendo aumentar os níveis de voriconazol, criando uma interação bidirecional.

📋Conduta Clinica

Monitorar a resposta clínica e os efeitos adversos do erlotinibe. Considerar redução empírica da dose de erlotinibe em 50% (ex: de 150 mg para 75 mg/dia) ao iniciar voriconazol. Ajustar a dose com base na tolerância, especialmente na ocorrência de rash cutâneo grau ≥2 ou diarreia grau ≥2. Reajustar a dose do erlotinibe para o nível pré-interação após a descontinuação do voriconazol. Monitorar também possíveis sinais de toxicidade aumentada do voriconazol.

🔍O que monitorar

Monitorar função hepática (TGO/TGP, bilirrubinas) a cada 1-2 semanas, ECG com medição do QTc no início da combinação e após 1-2 semanas, e avaliar a pele quanto ao aparecimento e gravidade do rash. Monitorar níveis séricos de voriconazol se disponível (alvo terapêutico: 1-5.5 μg/mL) para evitar toxicidade.

Alternativas

Considerar alternativa antifúngica com menor potencial de interação, como anfotericina B lipossomal ou equinocandinas (caspofungina, micafungina, anidulafungina). Se a troca do antifúngico não for possível, avaliar a substituição do erlotinibe por gefitinibe (metabolismo menos dependente de CYP3A4) ou outro inibidor de EGFR, cientes de que a interação pode ser similar.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo de interação farmacocinética cetoconazol-erlotinibe (bula do Tarceva); Bula do Vfend

Perguntas Frequentes

Pode tomar Voriconazol com Erlotinibe?

A combinação de Voriconazol com Erlotinibe apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de erlotinibe, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como rash cutâneo acneiforme (que pode ser grave), diarreia, hepatotoxicidade (elevação de transaminases, raramente hepatite fulminante), prolongamento do intervalo QTc e, em casos raros, perfuração gastrointestinal. Monitorar a resposta clínica e os efeitos adversos do erlotinibe. Considerar redução empírica da dose de erlotinibe em 50% (ex: de 150 mg para 75 mg/dia) ao iniciar voriconazol. Ajustar a dose com base na tolerância, especialmente na ocorrência de rash cutâneo grau ≥2 ou diarreia grau ≥2. Reajustar a dose do erlotinibe para o nível pré-interação após a descontinuação do voriconazol. Monitorar também possíveis sinais de toxicidade aumentada do voriconazol.

Voriconazol e Erlotinibe interagem?

Sim, Voriconazol e Erlotinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve voriconazol é um inibidor potente da cyp3a4 (ic50 ~0.1-0.5 μm), enzima primária responsável pelo metabolismo do erlotinibe (o-desmetilação a metabólitos inativos). a inibição pode aumentar a auc do erlotinibe em aproximadamente 2 a 3 vezes, conforme demonstrado com outros inibidores potentes da cyp3a4 como o cetoconazol. o erlotinibe também é um inibidor moderado da cyp3a4, podendo aumentar os níveis de voriconazol, criando uma interação bidirecional.. A conduta recomendada é: monitorar a resposta clínica e os efeitos adversos do erlotinibe. considerar redução empírica da dose de erlotinibe em 50% (ex: de 150 mg para 75 mg/dia) ao iniciar voriconazol. ajustar a dose com base na tolerância, especialmente na ocorrência de rash cutâneo grau ≥2 ou diarreia grau ≥2. reajustar a dose do erlotinibe para o nível pré-interação após a descontinuação do voriconazol. monitorar também possíveis sinais de toxicidade aumentada do voriconazol..

Qual o risco de Voriconazol com Erlotinibe?

O risco da associação Voriconazol + Erlotinibe é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de erlotinibe, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como rash cutâneo acneiforme (que pode ser grave), diarreia, hepatotoxicidade (elevação de transaminases, raramente hepatite fulminante), prolongamento do intervalo QTc e, em casos raros, perfuração gastrointestinal. Monitorar: monitorar função hepática (tgo/tgp, bilirrubinas) a cada 1-2 semanas, ecg com medição do qtc no início da combinação e após 1-2 semanas, e avaliar a pele quanto ao aparecimento e gravidade do rash. monitorar níveis séricos de voriconazol se disponível (alvo terapêutico: 1-5.5 μg/ml) para evitar toxicidade..

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Atualizado em junho/2026

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