Voriconazol + Claritromicina
⚠O que acontece
Aumento significativo do risco de arritmias ventriculares graves (torsades de pointes, taquicardia ventricular) devido ao prolongamento aditivo do QTc. Hepatotoxicidade aditiva. Casos de morte súbita cardíaca foram relatados com esta combinação.
⚙Mecanismo
Ambos são inibidores potentes da CYP3A4 (voriconazol IC50 ~0.2-0.5 μM, claritromicina IC50 ~1-2 μM) e substratos da mesma enzima. A coadministração resulta em inibição competitiva mútua, aumentando os níveis de ambos os fármacos em 2-4x. Além disso, ambos prolongam o intervalo QTc de forma independente por bloqueio dos canais hERG, com efeito aditivo significativo. O risco de torsades de pointes é sinérgico.
📋Conduta Clinica
Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se for inevitável: realizar ECG basal e monitorar QTc a cada 24-48 horas. Suspender a combinação se QTc >500ms ou aumento >60ms do basal. Corrigir distúrbios eletrolíticos (K+ >4.0 mEq/L, Mg2+ >2.0 mg/dL). Considerar redução de dose de claritromicina para 250mg/dia e monitorar níveis de voriconazol. Não usar outros fármacos que prolongam QTc concomitantemente.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal e a cada 24-48 horas. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) diariamente. TGO/TGP, bilirrubinas a cada 48-72 horas. Níveis séricos de voriconazol se disponíveis.
↺Alternativas
Azitromicina (não inibe CYP3A4 significativamente e menor efeito no QTc). Para antifúngico: anfotericina B ou equinocandinas.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication 2014; Ray et al. N Engl J Med 2004;351:1089-96; Owens et al. Clin Infect Dis 2006;43:1089-96
Perguntas Frequentes
Pode tomar Voriconazol com Claritromicina?
A combinação de Voriconazol com Claritromicina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo do risco de arritmias ventriculares graves (torsades de pointes, taquicardia ventricular) devido ao prolongamento aditivo do QTc. Hepatotoxicidade aditiva. Casos de morte súbita cardíaca foram relatados com esta combinação. Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se for inevitável: realizar ECG basal e monitorar QTc a cada 24-48 horas. Suspender a combinação se QTc >500ms ou aumento >60ms do basal. Corrigir distúrbios eletrolíticos (K+ >4.0 mEq/L, Mg2+ >2.0 mg/dL). Considerar redução de dose de claritromicina para 250mg/dia e monitorar níveis de voriconazol. Não usar outros fármacos que prolongam QTc concomitantemente.
Voriconazol e Claritromicina interagem?
Sim, Voriconazol e Claritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos são inibidores potentes da cyp3a4 (voriconazol ic50 ~0.2-0.5 μm, claritromicina ic50 ~1-2 μm) e substratos da mesma enzima. a coadministração resulta em inibição competitiva mútua, aumentando os níveis de ambos os fármacos em 2-4x. além disso, ambos prolongam o intervalo qtc de forma independente por bloqueio dos canais herg, com efeito aditivo significativo. o risco de torsades de pointes é sinérgico.. A conduta recomendada é: evitar o uso concomitante sempre que possível. se for inevitável: realizar ecg basal e monitorar qtc a cada 24-48 horas. suspender a combinação se qtc >500ms ou aumento >60ms do basal. corrigir distúrbios eletrolíticos (k+ >4.0 meq/l, mg2+ >2.0 mg/dl). considerar redução de dose de claritromicina para 250mg/dia e monitorar níveis de voriconazol. não usar outros fármacos que prolongam qtc concomitantemente..
Qual o risco de Voriconazol com Claritromicina?
O risco da associação Voriconazol + Claritromicina é classificado como GRAVE. Aumento significativo do risco de arritmias ventriculares graves (torsades de pointes, taquicardia ventricular) devido ao prolongamento aditivo do QTc. Hepatotoxicidade aditiva. Casos de morte súbita cardíaca foram relatados com esta combinação. Monitorar: ecg com qtc basal e a cada 24-48 horas. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) diariamente. tgo/tgp, bilirrubinas a cada 48-72 horas. níveis séricos de voriconazol se disponíveis..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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