Verapamil + Everolimus
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis de everolimus (3-5x) com risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), estomatite grave (grau 3-4), pneumonite não-infecciosa, hiperglicemia e dislipidemia. Em transplante, risco aumentado de rejeição por toxicidade renal levando à redução inadequada de outros imunossupressores.
⚙Mecanismo
Verapamil inibe CYP3A4 (principal via metabólica) e P-gp (eliminação intestinal/renal) do everolimus. Estudos in vivo mostram aumento de 3-5x na AUC do everolimus. Everolimus tem índice terapêutico estreito (alvo 3-8 ng/mL) e meia-vida de 30h, com risco de toxicidade cumulativa. Efeito aditivo na imunossupressão e risco de infecções oportunistas.
📋Conduta Clinica
EVITAR associação. Se indispensável: reduzir everolimus em 60-75% ao iniciar verapamil. Dose inicial: 0,75-1,5mg/dia (dose usual 3-10mg/dia em oncologia; 0,75-1,5mg 2x/dia em transplante). Monitorar nível sérico em 4-5 dias e ajustar para alvo de 3-6 ng/mL.
🔍O que monitorar
Nível sérico de everolimus (C0) em 4-5 dias e semanalmente por 1 mês; hemograma completo semanal (suspender se neutrófilos <1000 ou plaquetas <50.000); avaliação oral para estomatite a cada consulta; glicemia e perfil lipídico em 2 semanas; função renal semanal.
↺Alternativas
Substituir verapamil por anlodipino (sem interação significativa) ou anti-hipertensivo não inibidor de CYP3A4/P-gp. Sirolimus tem perfil de interação similar e requer mesmas precauções se verapamil for mantido.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UCSF P-gp Table; Annals of Oncology 2019
Perguntas Frequentes
Pode tomar Verapamil com Everolimus?
A combinação de Verapamil com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis de everolimus (3-5x) com risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), estomatite grave (grau 3-4), pneumonite não-infecciosa, hiperglicemia e dislipidemia. Em transplante, risco aumentado de rejeição por toxicidade renal levando à redução inadequada de outros imunossupressores. EVITAR associação. Se indispensável: reduzir everolimus em 60-75% ao iniciar verapamil. Dose inicial: 0,75-1,5mg/dia (dose usual 3-10mg/dia em oncologia; 0,75-1,5mg 2x/dia em transplante). Monitorar nível sérico em 4-5 dias e ajustar para alvo de 3-6 ng/mL.
Verapamil e Everolimus interagem?
Sim, Verapamil e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil inibe cyp3a4 (principal via metabólica) e p-gp (eliminação intestinal/renal) do everolimus. estudos in vivo mostram aumento de 3-5x na auc do everolimus. everolimus tem índice terapêutico estreito (alvo 3-8 ng/ml) e meia-vida de 30h, com risco de toxicidade cumulativa. efeito aditivo na imunossupressão e risco de infecções oportunistas.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir everolimus em 60-75% ao iniciar verapamil. dose inicial: 0,75-1,5mg/dia (dose usual 3-10mg/dia em oncologia; 0,75-1,5mg 2x/dia em transplante). monitorar nível sérico em 4-5 dias e ajustar para alvo de 3-6 ng/ml..
Qual o risco de Verapamil com Everolimus?
O risco da associação Verapamil + Everolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis de everolimus (3-5x) com risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia), estomatite grave (grau 3-4), pneumonite não-infecciosa, hiperglicemia e dislipidemia. Em transplante, risco aumentado de rejeição por toxicidade renal levando à redução inadequada de outros imunossupressores. Monitorar: nível sérico de everolimus (c0) em 4-5 dias e semanalmente por 1 mês; hemograma completo semanal (suspender se neutrófilos <1000 ou plaquetas <50.000); avaliação oral para estomatite a cada consulta; glicemia e perfil lipídico em 2 semanas; função renal semanal..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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