Amiodarona + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento rápido nos níveis de Tacrolimus (em 24-72 horas) com risco de nefrotoxicidade aguda, hipercalemia, tremores e prolongamento do QTc >500 ms, podendo evoluir para torsades de pointes. O risco é maior em pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia ou bradicardia.

Mecanismo

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável, reduzir dose de Tacrolimus em 50-75% (ex.: de 4 mg para 1-2 mg/dia) e titular conforme nível sérico. Limitar dose máxima a 0,05 mg/kg/dia. Corrigir eletrólitos (K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL) antes de iniciar.

🔍O que monitorar

Nível sérico de Tacrolimus (vale) a cada 24-48 horas na primeira semana. ECG basal e semanal com QTc. Creatinina, potássio e magnésio séricos a cada 2-3 dias. Monitorar diurese e sinais de toxicidade neurológica.

Alternativas

Substituir Tacrolimus por ciclosporina (monitorização similar) ou everolimus (menor interação com CYP3A4). Considerar trocar amiodarona por antiarrítmico sem efeito no QTc (ex.: mexiletina) se função cardíaca permitir.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Prograf Label; ESC Guidelines 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Amiodarona com Tacrolimus?

A combinação de Amiodarona com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento rápido nos níveis de Tacrolimus (em 24-72 horas) com risco de nefrotoxicidade aguda, hipercalemia, tremores e prolongamento do QTc >500 ms, podendo evoluir para torsades de pointes. O risco é maior em pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia ou bradicardia. Evitar associação. Se indispensável, reduzir dose de Tacrolimus em 50-75% (ex.: de 4 mg para 1-2 mg/dia) e titular conforme nível sérico. Limitar dose máxima a 0,05 mg/kg/dia. Corrigir eletrólitos (K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL) antes de iniciar.

Amiodarona e Tacrolimus interagem?

Sim, Amiodarona e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amiodarona inibe moderadamente a cyp3a4 (ki ~5 µm), enzima responsável por >95% do metabolismo do tacrolimus. a inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a auc do tacrolimus em 3-5x. o tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/ml) e é substrato de alta afinidade pela cyp3a4, tornando a interação clinicamente perigosa. adicionalmente, ambos prolongam o intervalo qtc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável, reduzir dose de tacrolimus em 50-75% (ex.: de 4 mg para 1-2 mg/dia) e titular conforme nível sérico. limitar dose máxima a 0,05 mg/kg/dia. corrigir eletrólitos (k+ >4,0 meq/l, mg2+ >2,0 mg/dl) antes de iniciar..

Qual o risco de Amiodarona com Tacrolimus?

O risco da associação Amiodarona + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento rápido nos níveis de Tacrolimus (em 24-72 horas) com risco de nefrotoxicidade aguda, hipercalemia, tremores e prolongamento do QTc >500 ms, podendo evoluir para torsades de pointes. O risco é maior em pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia ou bradicardia. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 24-48 horas na primeira semana. ecg basal e semanal com qtc. creatinina, potássio e magnésio séricos a cada 2-3 dias. monitorar diurese e sinais de toxicidade neurológica..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave
Amiodarona + Sirolimus

Amiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado, eleva AUC de sirolimus ~2-4x) e P-gp, reduzindo metabolismo hepático e efluxo intestinal/renal.

Grave

Atualizado em junho/2026

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