Amiodarona + Tacrolimus
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis de Tacrolimus com risco de nefrotoxicidade (aumento de creatinina >50%), neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões) e hipercalemia grave (>6,0 mEq/L). O efeito é mais pronunciado em pacientes com genótipo ABCB1 3435TT.
⚙Mecanismo
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de Tacrolimus em 50-75% no início da coadministração. Ajustar conforme nível sérico alvo (5-10 ng/mL para manutenção). Evitar outros inibidores de P-gp (itraconazol, ritonavir).
🔍O que monitorar
Nível sérico de Tacrolimus (C0) a cada 24-48 horas na primeira semana. Função renal (creatinina, TFG estimada) e potássio sérico a cada 2-3 dias. ECG semanal para QTc. Avaliar interações medicamentosas adicionais.
↺Alternativas
Substituir Tacrolimus por belatacept (não substrato de P-gp) em transplante renal. Considerar antiarrítmico alternativo (ex.: propafenona) com cautela, pois também inibe P-gp fracamente.
📚Referências
UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; FDA Prograf Label; PharmGKB
Perguntas Frequentes
Pode tomar Amiodarona com Tacrolimus?
A combinação de Amiodarona com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis de Tacrolimus com risco de nefrotoxicidade (aumento de creatinina >50%), neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões) e hipercalemia grave (>6,0 mEq/L). O efeito é mais pronunciado em pacientes com genótipo ABCB1 3435TT. Reduzir dose de Tacrolimus em 50-75% no início da coadministração. Ajustar conforme nível sérico alvo (5-10 ng/mL para manutenção). Evitar outros inibidores de P-gp (itraconazol, ritonavir).
Amiodarona e Tacrolimus interagem?
Sim, Amiodarona e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve amiodarona inibe a p-glicoproteína (p-gp) intestinal e renal (ic50 ~8 µm), reduzindo a eliminação de tacrolimus. a p-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. a inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na auc. este mecanismo é aditivo à inibição da cyp3a4, amplificando o risco de toxicidade. polimorfismos no gene abcb1 podem exacerbar a interação.. A conduta recomendada é: reduzir dose de tacrolimus em 50-75% no início da coadministração. ajustar conforme nível sérico alvo (5-10 ng/ml para manutenção). evitar outros inibidores de p-gp (itraconazol, ritonavir)..
Qual o risco de Amiodarona com Tacrolimus?
O risco da associação Amiodarona + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis de Tacrolimus com risco de nefrotoxicidade (aumento de creatinina >50%), neurotoxicidade (tremor, cefaleia, convulsões) e hipercalemia grave (>6,0 mEq/L). O efeito é mais pronunciado em pacientes com genótipo ABCB1 3435TT. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (c0) a cada 24-48 horas na primeira semana. função renal (creatinina, tfg estimada) e potássio sérico a cada 2-3 dias. ecg semanal para qtc. avaliar interações medicamentosas adicionais..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado, eleva AUC de sirolimus ~2-4x) e P-gp, reduzindo metabolismo hepático e efluxo intestinal/renal.
Atualizado em junho/2026
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