Topiramato + Everolimus
⚠O que acontece
Redução dos níveis de everolimus, com risco de rejeição em transplantes ou progressão tumoral em oncologia. Efeito máximo em 1-2 semanas.
⚙Mecanismo
Topiramato induz CYP3A4 (aumento de clearance ~30-50%) e P-gp. Everolimus é substrato da CYP3A4 (Km ~2-6 μM) e P-gp, com índice terapêutico estreito. A indução pode reduzir a AUC do everolimus em 40-60%. Dados com outros indutores mostram redução de níveis em 50-70%.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se inevitável, medir nível de everolimus (C0) antes de iniciar topiramato. Aumentar dose de everolimus em 50-100% (ex: de 0,75 mg 2x/dia para 1,5 mg 2x/dia) e titular conforme TDM. Alvo de C0: 3-8 ng/mL (transplante) ou 5-15 ng/mL (oncologia). Monitorar níveis a cada 3-5 dias até estabilização, depois semanalmente. Na retirada do topiramato, reduzir everolimus gradualmente (25-50% a cada 4-7 dias) guiado por níveis.
🔍O que monitorar
Nível sérico de everolimus (C0); hemograma completo; perfil lipídico; glicemia; creatinina; proteinúria; sinais de rejeição ou progressão tumoral.
↺Alternativas
Substituir topiramato por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico). Se trocar imunossupressor, considerar sirolimus (mesmo problema) ou micofenolato, azatioprina, belatacepte.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp Online; Transplantation 2012;94:738-744; Clinical Pharmacokinetics 2018;53:713-726
Perguntas Frequentes
Pode tomar Topiramato com Everolimus?
A combinação de Topiramato com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Redução dos níveis de everolimus, com risco de rejeição em transplantes ou progressão tumoral em oncologia. Efeito máximo em 1-2 semanas. Evitar associação. Se inevitável, medir nível de everolimus (C0) antes de iniciar topiramato. Aumentar dose de everolimus em 50-100% (ex: de 0,75 mg 2x/dia para 1,5 mg 2x/dia) e titular conforme TDM. Alvo de C0: 3-8 ng/mL (transplante) ou 5-15 ng/mL (oncologia). Monitorar níveis a cada 3-5 dias até estabilização, depois semanalmente. Na retirada do topiramato, reduzir everolimus gradualmente (25-50% a cada 4-7 dias) guiado por níveis.
Topiramato e Everolimus interagem?
Sim, Topiramato e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve topiramato induz cyp3a4 (aumento de clearance ~30-50%) e p-gp. everolimus é substrato da cyp3a4 (km ~2-6 μm) e p-gp, com índice terapêutico estreito. a indução pode reduzir a auc do everolimus em 40-60%. dados com outros indutores mostram redução de níveis em 50-70%.. A conduta recomendada é: evitar associação. se inevitável, medir nível de everolimus (c0) antes de iniciar topiramato. aumentar dose de everolimus em 50-100% (ex: de 0,75 mg 2x/dia para 1,5 mg 2x/dia) e titular conforme tdm. alvo de c0: 3-8 ng/ml (transplante) ou 5-15 ng/ml (oncologia). monitorar níveis a cada 3-5 dias até estabilização, depois semanalmente. na retirada do topiramato, reduzir everolimus gradualmente (25-50% a cada 4-7 dias) guiado por níveis..
Qual o risco de Topiramato com Everolimus?
O risco da associação Topiramato + Everolimus é classificado como GRAVE. Redução dos níveis de everolimus, com risco de rejeição em transplantes ou progressão tumoral em oncologia. Efeito máximo em 1-2 semanas. Monitorar: nível sérico de everolimus (c0); hemograma completo; perfil lipídico; glicemia; creatinina; proteinúria; sinais de rejeição ou progressão tumoral..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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