Ritonavir + Tacrolimus
⚠O que acontece
Nefrotoxicidade grave, neurotoxicidade e prolongamento de QTc secundário a níveis tóxicos.
⚙Mecanismo
Ritonavir inibe CYP3A4 potentemente. Tacrolimus é substrato quase exclusivo de CYP3A4 (Km baixo). Aumento AUC >10 vezes comum.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de tacrolimo em 80-90% (ex: 0,1 mg/kg → 0,01-0,02 mg/kg/dia). Iniciar com dose mínima e titular por nível.
🔍O que monitorar
Nível sérico de tacrolimo diário ou em dias alternados por 14 dias; creatinina, ECG (QTc) e potássio 2x/semana.
↺Alternativas
Belatacepte ou mTOR inibidor com menor interação.
📚Referências
Flockhart; guidelines de interação com inibidores de protease
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Tacrolimus?
A combinação de Ritonavir com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Nefrotoxicidade grave, neurotoxicidade e prolongamento de QTc secundário a níveis tóxicos. Reduzir dose de tacrolimo em 80-90% (ex: 0,1 mg/kg → 0,01-0,02 mg/kg/dia). Iniciar com dose mínima e titular por nível.
Ritonavir e Tacrolimus interagem?
Sim, Ritonavir e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir inibe cyp3a4 potentemente. tacrolimus é substrato quase exclusivo de cyp3a4 (km baixo). aumento auc >10 vezes comum.. A conduta recomendada é: reduzir dose de tacrolimo em 80-90% (ex: 0,1 mg/kg → 0,01-0,02 mg/kg/dia). iniciar com dose mínima e titular por nível..
Qual o risco de Ritonavir com Tacrolimus?
O risco da associação Ritonavir + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Nefrotoxicidade grave, neurotoxicidade e prolongamento de QTc secundário a níveis tóxicos. Monitorar: nível sérico de tacrolimo diário ou em dias alternados por 14 dias; creatinina, ecg (qtc) e potássio 2x/semana..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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