Ritonavir + Eritromicina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de eritromicina pode causar prolongamento do QTc (risco de torsades de pointes, especialmente com doses altas ou IV), distúrbios gastrointestinais e, raramente, hepatotoxicidade.
⚙Mecanismo
Ritonavir inibe CYP3A4 (IC50 ~0.1 μM), principal via de metabolismo da eritromicina (~60% via CYP3A4, Km ~10 μM). A coadministração aumenta a AUC da eritromicina em 50-100%, com risco de acúmulo e prolongamento do intervalo QTc. A eritromicina também é um inibidor moderado do CYP3A4, podendo aumentar os níveis de ritonavir, mas o efeito líquido é dominado pela inibição do ritonavir.
📋Conduta Clinica
Evitar eritromicina IV devido ao alto risco de QTc prolongado. Para eritromicina oral, usar com cautela: monitorar ECG se fatores de risco (idade >65 anos, sexo feminino, cardiopatia, distúrbios eletrolíticos). Considerar reduzir dose em 25-50% se necessário. Alternativa: azitromicina (sem interação).
🔍O que monitorar
ECG basal e após 2-3 dias; eletrólitos (K+, Mg2+); TGO/TGP se sintomas hepáticos.
↺Alternativas
Azitromicina é a alternativa preferida. Se eritromicina for essencial, usar dose oral reduzida e monitorar.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QTdrugs List
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Eritromicina?
A combinação de Ritonavir com Eritromicina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de eritromicina pode causar prolongamento do QTc (risco de torsades de pointes, especialmente com doses altas ou IV), distúrbios gastrointestinais e, raramente, hepatotoxicidade. Evitar eritromicina IV devido ao alto risco de QTc prolongado. Para eritromicina oral, usar com cautela: monitorar ECG se fatores de risco (idade >65 anos, sexo feminino, cardiopatia, distúrbios eletrolíticos). Considerar reduzir dose em 25-50% se necessário. Alternativa: azitromicina (sem interação).
Ritonavir e Eritromicina interagem?
Sim, Ritonavir e Eritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir inibe cyp3a4 (ic50 ~0.1 μm), principal via de metabolismo da eritromicina (~60% via cyp3a4, km ~10 μm). a coadministração aumenta a auc da eritromicina em 50-100%, com risco de acúmulo e prolongamento do intervalo qtc. a eritromicina também é um inibidor moderado do cyp3a4, podendo aumentar os níveis de ritonavir, mas o efeito líquido é dominado pela inibição do ritonavir.. A conduta recomendada é: evitar eritromicina iv devido ao alto risco de qtc prolongado. para eritromicina oral, usar com cautela: monitorar ecg se fatores de risco (idade >65 anos, sexo feminino, cardiopatia, distúrbios eletrolíticos). considerar reduzir dose em 25-50% se necessário. alternativa: azitromicina (sem interação)..
Qual o risco de Ritonavir com Eritromicina?
O risco da associação Ritonavir + Eritromicina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de eritromicina pode causar prolongamento do QTc (risco de torsades de pointes, especialmente com doses altas ou IV), distúrbios gastrointestinais e, raramente, hepatotoxicidade. Monitorar: ecg basal e após 2-3 dias; eletrólitos (k+, mg2+); tgo/tgp se sintomas hepáticos..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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