Ritonavir + Claritromicina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de claritromicina pode prolongar o intervalo QTc (risco de torsades de pointes, especialmente se outros fatores de risco presentes) e aumentar efeitos gastrointestinais (náusea, diarreia). Hepatotoxicidade é rara, mas possível.
⚙Mecanismo
Ritonavir inibe potentemente o CYP3A4 (IC50 ~0.1 μM), enzima responsável por ~70% do metabolismo da claritromicina (Km ~5 μM). A coadministração aumenta a AUC da claritromicina em 50-100% e reduz a formação do metabólito ativo 14-hidroxi-claritromicina. Em pacientes com insuficiência renal, o acúmulo é maior devido à excreção renal da claritromicina (30% inalterada).
📋Conduta Clinica
Em pacientes com função renal normal (ClCr >60 mL/min), nenhum ajuste de dose é necessário, mas monitorar ECG se outros fatores de risco para QTc prolongado. Se ClCr 30-60 mL/min, reduzir dose de claritromicina em 50%. Se ClCr <30 mL/min, evitar claritromicina ou reduzir dose em 75%. Alternativa: azitromicina (não inibe CYP3A4, sem interação significativa).
🔍O que monitorar
ECG basal e após 3-5 dias de tratamento se risco de QTc prolongado (QTc >450 ms em homens, >470 ms em mulheres); TGO/TGP se sintomas hepáticos; função renal antes e durante tratamento.
↺Alternativas
Azitromicina é a alternativa preferida (sem interação com CYP3A4). Se claritromicina for essencial, ajustar dose conforme função renal e monitorar.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Label Clarithromycin; Drug Interactions & Labeling - FDA
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ritonavir com Claritromicina?
A combinação de Ritonavir com Claritromicina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de claritromicina pode prolongar o intervalo QTc (risco de torsades de pointes, especialmente se outros fatores de risco presentes) e aumentar efeitos gastrointestinais (náusea, diarreia). Hepatotoxicidade é rara, mas possível. Em pacientes com função renal normal (ClCr >60 mL/min), nenhum ajuste de dose é necessário, mas monitorar ECG se outros fatores de risco para QTc prolongado. Se ClCr 30-60 mL/min, reduzir dose de claritromicina em 50%. Se ClCr <30 mL/min, evitar claritromicina ou reduzir dose em 75%. Alternativa: azitromicina (não inibe CYP3A4, sem interação significativa).
Ritonavir e Claritromicina interagem?
Sim, Ritonavir e Claritromicina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ritonavir inibe potentemente o cyp3a4 (ic50 ~0.1 μm), enzima responsável por ~70% do metabolismo da claritromicina (km ~5 μm). a coadministração aumenta a auc da claritromicina em 50-100% e reduz a formação do metabólito ativo 14-hidroxi-claritromicina. em pacientes com insuficiência renal, o acúmulo é maior devido à excreção renal da claritromicina (30% inalterada).. A conduta recomendada é: em pacientes com função renal normal (clcr >60 ml/min), nenhum ajuste de dose é necessário, mas monitorar ecg se outros fatores de risco para qtc prolongado. se clcr 30-60 ml/min, reduzir dose de claritromicina em 50%. se clcr <30 ml/min, evitar claritromicina ou reduzir dose em 75%. alternativa: azitromicina (não inibe cyp3a4, sem interação significativa)..
Qual o risco de Ritonavir com Claritromicina?
O risco da associação Ritonavir + Claritromicina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de claritromicina pode prolongar o intervalo QTc (risco de torsades de pointes, especialmente se outros fatores de risco presentes) e aumentar efeitos gastrointestinais (náusea, diarreia). Hepatotoxicidade é rara, mas possível. Monitorar: ecg basal e após 3-5 dias de tratamento se risco de qtc prolongado (qtc >450 ms em homens, >470 ms em mulheres); tgo/tgp se sintomas hepáticos; função renal antes e durante tratamento..
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
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