Rifampicina + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Queda acentuada dos níveis séricos de Tacrolimus, resultando em perda da imunossupressão e alto risco de rejeição aguda em transplantados. A interação é crítica devido ao estreito índice terapêutico do fármaco.

Mecanismo

Rifampicina induz potentemente o CYP3A4 e a P-gp, principais responsáveis pelo metabolismo e transporte do Tacrolimus. A indução do CYP3A4 intestinal e hepático reduz a biodisponibilidade oral e aumenta o clearance sistêmico. Relatos de caso e estudos farmacocinéticos mostram redução da AUC do Tacrolimus em 50-80% e queda dos níveis mínimos (Cmin) para abaixo da faixa terapêutica em 2-4 dias. O efeito máximo ocorre em 1-2 semanas e a recuperação enzimática leva 2-4 semanas após a suspensão.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se indispensável, aumentar a dose de Tacrolimus em 3-5 vezes desde o primeiro dia de Rifampicina, com ajustes baseados nos níveis séricos. Após a retirada da Rifampicina, reduzir progressivamente a dose de Tacrolimus (em 50% a cada 2-3 dias) para prevenir nefrotoxicidade e neurotoxicidade.

🔍O que monitorar

Monitorar nível sérico de Tacrolimus (Cmin) diariamente na primeira semana, depois 2-3 vezes por semana. Acompanhar função renal (creatinina, ureia), potássio, glicemia, ECG (QTc) e sinais de rejeição ou toxicidade.

Alternativas

Preferir antibiótico alternativo não indutor, como levofloxacino ou um aminoglicosídeo, conforme antibiograma. A Rifabutina pode ser uma opção com menor potencial de indução, mas ainda requer monitorização rigorosa e ajuste de dose do Tacrolimus.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; bula do Prograf (Astellas); Relato de caso: Bhaloo S et al. Am J Transplant. 2003;3(5):622-5.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Tacrolimus?

A combinação de Rifampicina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Queda acentuada dos níveis séricos de Tacrolimus, resultando em perda da imunossupressão e alto risco de rejeição aguda em transplantados. A interação é crítica devido ao estreito índice terapêutico do fármaco. Evitar a coadministração. Se indispensável, aumentar a dose de Tacrolimus em 3-5 vezes desde o primeiro dia de Rifampicina, com ajustes baseados nos níveis séricos. Após a retirada da Rifampicina, reduzir progressivamente a dose de Tacrolimus (em 50% a cada 2-3 dias) para prevenir nefrotoxicidade e neurotoxicidade.

Rifampicina e Tacrolimus interagem?

Sim, Rifampicina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz potentemente o cyp3a4 e a p-gp, principais responsáveis pelo metabolismo e transporte do tacrolimus. a indução do cyp3a4 intestinal e hepático reduz a biodisponibilidade oral e aumenta o clearance sistêmico. relatos de caso e estudos farmacocinéticos mostram redução da auc do tacrolimus em 50-80% e queda dos níveis mínimos (cmin) para abaixo da faixa terapêutica em 2-4 dias. o efeito máximo ocorre em 1-2 semanas e a recuperação enzimática leva 2-4 semanas após a suspensão.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se indispensável, aumentar a dose de tacrolimus em 3-5 vezes desde o primeiro dia de rifampicina, com ajustes baseados nos níveis séricos. após a retirada da rifampicina, reduzir progressivamente a dose de tacrolimus (em 50% a cada 2-3 dias) para prevenir nefrotoxicidade e neurotoxicidade..

Qual o risco de Rifampicina com Tacrolimus?

O risco da associação Rifampicina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Queda acentuada dos níveis séricos de Tacrolimus, resultando em perda da imunossupressão e alto risco de rejeição aguda em transplantados. A interação é crítica devido ao estreito índice terapêutico do fármaco. Monitorar: monitorar nível sérico de tacrolimus (cmin) diariamente na primeira semana, depois 2-3 vezes por semana. acompanhar função renal (creatinina, ureia), potássio, glicemia, ecg (qtc) e sinais de rejeição ou toxicidade..

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Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
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Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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