Rifampicina + Sirolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução crítica dos níveis de Sirolimus, comprometendo a imunossupressão e elevando o risco de rejeição aguda. A interação é grave pelo índice terapêutico estreito e pela janela de exposição necessária para eficácia.

Mecanismo

Sirolimus é extensamente metabolizado pelo CYP3A4 e é substrato da P-gp. A Rifampicina, como indutor potente dessas vias, reduz significativamente a exposição ao Sirolimus. Estudos em voluntários saudáveis e transplantados mostram diminuição da AUC em 50-80% e da Cmax em 40-70%. A meia-vida longa do Sirolimus (60h) pode atrasar a queda dos níveis, mas o efeito indutor se estabelece em dias e é máximo em 1-2 semanas.

📋Conduta Clinica

Contraindicar a combinação sempre que possível. Se o uso conjunto for mandatório, aumentar a dose de Sirolimus em 3-5 vezes, orientado pela monitorização dos níveis. Iniciar o ajuste no primeiro dia de Rifampicina. Após a suspensão do indutor, diminuir a dose de Sirolimus gradualmente (redução de 50% a cada 2-3 dias) para evitar toxicidade (pneumonite, trombocitopenia, hiperlipidemia).

🔍O que monitorar

Dosagem do nível sérico de Sirolimus (Cmin) antes do início, diariamente por 5-7 dias, e depois 2 vezes por semana. Monitorar hemograma completo (plaquetas, leucócitos), perfil lipídico, função renal e hepática, e sinais clínicos de rejeição ou toxicidade.

Alternativas

Utilizar antibiótico não indutor (ex.: levofloxacino) ou Rifabutina com monitorização intensiva. Considerar trocar o imunossupressor para um menos dependente de CYP3A4, como micofenolato, se clinicamente apropriado.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; bula do Rapamune (Pfizer); Estudo: Zimmerman JJ et al. J Clin Pharmacol. 2003;43(12):1368-76.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Sirolimus?

A combinação de Rifampicina com Sirolimus apresenta interação de gravidade grave. Redução crítica dos níveis de Sirolimus, comprometendo a imunossupressão e elevando o risco de rejeição aguda. A interação é grave pelo índice terapêutico estreito e pela janela de exposição necessária para eficácia. Contraindicar a combinação sempre que possível. Se o uso conjunto for mandatório, aumentar a dose de Sirolimus em 3-5 vezes, orientado pela monitorização dos níveis. Iniciar o ajuste no primeiro dia de Rifampicina. Após a suspensão do indutor, diminuir a dose de Sirolimus gradualmente (redução de 50% a cada 2-3 dias) para evitar toxicidade (pneumonite, trombocitopenia, hiperlipidemia).

Rifampicina e Sirolimus interagem?

Sim, Rifampicina e Sirolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve sirolimus é extensamente metabolizado pelo cyp3a4 e é substrato da p-gp. a rifampicina, como indutor potente dessas vias, reduz significativamente a exposição ao sirolimus. estudos em voluntários saudáveis e transplantados mostram diminuição da auc em 50-80% e da cmax em 40-70%. a meia-vida longa do sirolimus (60h) pode atrasar a queda dos níveis, mas o efeito indutor se estabelece em dias e é máximo em 1-2 semanas.. A conduta recomendada é: contraindicar a combinação sempre que possível. se o uso conjunto for mandatório, aumentar a dose de sirolimus em 3-5 vezes, orientado pela monitorização dos níveis. iniciar o ajuste no primeiro dia de rifampicina. após a suspensão do indutor, diminuir a dose de sirolimus gradualmente (redução de 50% a cada 2-3 dias) para evitar toxicidade (pneumonite, trombocitopenia, hiperlipidemia)..

Qual o risco de Rifampicina com Sirolimus?

O risco da associação Rifampicina + Sirolimus é classificado como GRAVE. Redução crítica dos níveis de Sirolimus, comprometendo a imunossupressão e elevando o risco de rejeição aguda. A interação é grave pelo índice terapêutico estreito e pela janela de exposição necessária para eficácia. Monitorar: dosagem do nível sérico de sirolimus (cmin) antes do início, diariamente por 5-7 dias, e depois 2 vezes por semana. monitorar hemograma completo (plaquetas, leucócitos), perfil lipídico, função renal e hepática, e sinais clínicos de rejeição ou toxicidade..

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Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
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Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
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Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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