Rifampicina + Metadona
⚠O que acontece
Síndrome de abstinência a opioides: diarreia, cólicas, piloereção, lacrimejamento, insônia, irritabilidade intensa.
⚙Mecanismo
Rifampicina induz CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D6, reduzindo níveis plasmáticos de metadona em 33-68%.
📋Conduta Clinica
Aumentar dose de metadona em 50-100% com titulação baseada em sintomas. Monitorar diariamente na primeira semana.
🔍O que monitorar
Sintomas de abstinência (escala COWS), dose de metadona necessária, ECG (QTc)
↺Alternativas
Rifabutina causa menor indução enzimática. Buprenorfina pode ser alternativa (também sofre indução, mas menor grau).
📚Referências
UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Metadona?
A combinação de Rifampicina com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Síndrome de abstinência a opioides: diarreia, cólicas, piloereção, lacrimejamento, insônia, irritabilidade intensa. Aumentar dose de metadona em 50-100% com titulação baseada em sintomas. Monitorar diariamente na primeira semana.
Rifampicina e Metadona interagem?
Sim, Rifampicina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz cyp3a4, cyp2b6 e cyp2d6, reduzindo níveis plasmáticos de metadona em 33-68%.. A conduta recomendada é: aumentar dose de metadona em 50-100% com titulação baseada em sintomas. monitorar diariamente na primeira semana..
Qual o risco de Rifampicina com Metadona?
O risco da associação Rifampicina + Metadona é classificado como GRAVE. Síndrome de abstinência a opioides: diarreia, cólicas, piloereção, lacrimejamento, insônia, irritabilidade intensa. Monitorar: sintomas de abstinência (escala cows), dose de metadona necessária, ecg (qtc).
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Revisada por equipe farmaceutica — Tier A
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