Rifampicina + Everolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Queda acentuada dos níveis de Everolimus, levando à perda da eficácia imunossupressora ou antineoplásica. Em transplantados, o risco de rejeição é alto; em oncologia, pode haver progressão tumoral.

Mecanismo

Everolimus é metabolizado primariamente pelo CYP3A4 e é substrato da P-gp. A Rifampicina, ao induzir essas proteínas, acelera o metabolismo e reduz a absorção do Everolimus. Dados de estudos farmacocinéticos indicam redução da AUC em 60-80% e da Cmax em 50-70%. O efeito indutor é rápido (2-3 dias) e máximo em 1-2 semanas, com recuperação lenta após a descontinuação.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se inevitável, aumentar a dose de Everolimus em 3-5 vezes, com ajuste baseado em níveis séricos desde o primeiro dia. Após a retirada da Rifampicina, reduzir a dose de Everolimus progressivamente (50% a cada 2 dias) para evitar toxicidade (estomatite, pneumonite, trombocitopenia).

🔍O que monitorar

Monitorar nível sérico de Everolimus (Cmin) diariamente na primeira semana, depois 2 vezes por semana. Acompanhar hemograma, função renal, perfil lipídico, glicemia e sinais de toxicidade ou rejeição/progressão tumoral.

Alternativas

Optar por antibiótico não indutor (ex.: levofloxacino) ou Rifabutina com monitorização. Em imunossupressão, considerar substituir Everolimus por micofenolato ou azatioprina, se viável.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; bula do Certican (Novartis); Estudo: Kovarik JM et al. J Clin Pharmacol. 2001;41(11):1211-9.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Everolimus?

A combinação de Rifampicina com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Queda acentuada dos níveis de Everolimus, levando à perda da eficácia imunossupressora ou antineoplásica. Em transplantados, o risco de rejeição é alto; em oncologia, pode haver progressão tumoral. Evitar a coadministração. Se inevitável, aumentar a dose de Everolimus em 3-5 vezes, com ajuste baseado em níveis séricos desde o primeiro dia. Após a retirada da Rifampicina, reduzir a dose de Everolimus progressivamente (50% a cada 2 dias) para evitar toxicidade (estomatite, pneumonite, trombocitopenia).

Rifampicina e Everolimus interagem?

Sim, Rifampicina e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve everolimus é metabolizado primariamente pelo cyp3a4 e é substrato da p-gp. a rifampicina, ao induzir essas proteínas, acelera o metabolismo e reduz a absorção do everolimus. dados de estudos farmacocinéticos indicam redução da auc em 60-80% e da cmax em 50-70%. o efeito indutor é rápido (2-3 dias) e máximo em 1-2 semanas, com recuperação lenta após a descontinuação.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se inevitável, aumentar a dose de everolimus em 3-5 vezes, com ajuste baseado em níveis séricos desde o primeiro dia. após a retirada da rifampicina, reduzir a dose de everolimus progressivamente (50% a cada 2 dias) para evitar toxicidade (estomatite, pneumonite, trombocitopenia)..

Qual o risco de Rifampicina com Everolimus?

O risco da associação Rifampicina + Everolimus é classificado como GRAVE. Queda acentuada dos níveis de Everolimus, levando à perda da eficácia imunossupressora ou antineoplásica. Em transplantados, o risco de rejeição é alto; em oncologia, pode haver progressão tumoral. Monitorar: monitorar nível sérico de everolimus (cmin) diariamente na primeira semana, depois 2 vezes por semana. acompanhar hemograma, função renal, perfil lipídico, glicemia e sinais de toxicidade ou rejeição/progressão tumoral..

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Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

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Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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