Rifabutina + Vincristina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de vincristina, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e falha no tratamento de neoplasias hematológicas e tumores sólidos. Risco de recidiva tumoral.

Mecanismo

Rifabutina é um indutor potente do CYP3A4. Vincristina é metabolizada extensivamente pelo CYP3A4 e também é substrato da glicoproteína-P (P-gp). A indução do CYP3A4 e da P-gp pela rifabutina acelera o metabolismo hepático e o efluxo intestinal da vincristina, reduzindo significativamente sua biodisponibilidade e exposição sistêmica. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC da vincristina em 40-60% e aumento da depuração em 2-3 vezes. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 30-50%. A vincristina tem índice terapêutico estreito, e essa redução pode levar à falha terapêutica em regimes curativos (ex.: linfoma de Hodgkin, leucemia linfoblástica aguda).

📋Conduta Clinica

Evitar absolutamente a coadministração. Se o uso de rifabutina for imprescindível, a vincristina deve ser substituída por outro alcaloide da vinca não metabolizado por CYP3A4 (ex.: vinblastina, que é menos dependente de CYP3A4, ou vindesina) ou por outro agente quimioterápico de mecanismo diferente. Se a substituição não for possível, aumentar a dose de vincristina em 2-3 vezes sob estrita supervisão oncológica, com monitoramento de níveis séricos e neurotoxicidade. No entanto, essa conduta é de alto risco e não recomendada rotineiramente.

🔍O que monitorar

Monitorar níveis séricos de vincristina (alvo: 100-200 ng/mL) semanalmente. Monitorar resposta clínica (ex.: remissão tumoral, biópsia de medula óssea). Monitorar neurotoxicidade (parestesias, íleo paralítico, constipação) a cada ciclo. Hemograma completo para avaliar mielossupressão.

Alternativas

Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir vincristina por vinblastina (menor metabolismo por CYP3A4) ou outro agente não dependente de CYP3A4 (ex.: etoposídeo, citarabina).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Relatos de caso de interação rifampicina-vincristina (Bohme et al., Ann Hematol 1995); Diretrizes da American Society of Clinical Oncology (ASCO)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Vincristina?

A combinação de Rifabutina com Vincristina apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa nos níveis plasmáticos de vincristina, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e falha no tratamento de neoplasias hematológicas e tumores sólidos. Risco de recidiva tumoral. Evitar absolutamente a coadministração. Se o uso de rifabutina for imprescindível, a vincristina deve ser substituída por outro alcaloide da vinca não metabolizado por CYP3A4 (ex.: vinblastina, que é menos dependente de CYP3A4, ou vindesina) ou por outro agente quimioterápico de mecanismo diferente. Se a substituição não for possível, aumentar a dose de vincristina em 2-3 vezes sob estrita supervisão oncológica, com monitoramento de níveis séricos e neurotoxicidade. No entanto, essa conduta é de alto risco e não recomendada rotineiramente.

Rifabutina e Vincristina interagem?

Sim, Rifabutina e Vincristina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina é um indutor potente do cyp3a4. vincristina é metabolizada extensivamente pelo cyp3a4 e também é substrato da glicoproteína-p (p-gp). a indução do cyp3a4 e da p-gp pela rifabutina acelera o metabolismo hepático e o efluxo intestinal da vincristina, reduzindo significativamente sua biodisponibilidade e exposição sistêmica. estudos com rifampicina mostram redução da auc da vincristina em 40-60% e aumento da depuração em 2-3 vezes. com rifabutina, espera-se redução da auc de 30-50%. a vincristina tem índice terapêutico estreito, e essa redução pode levar à falha terapêutica em regimes curativos (ex.: linfoma de hodgkin, leucemia linfoblástica aguda).. A conduta recomendada é: evitar absolutamente a coadministração. se o uso de rifabutina for imprescindível, a vincristina deve ser substituída por outro alcaloide da vinca não metabolizado por cyp3a4 (ex.: vinblastina, que é menos dependente de cyp3a4, ou vindesina) ou por outro agente quimioterápico de mecanismo diferente. se a substituição não for possível, aumentar a dose de vincristina em 2-3 vezes sob estrita supervisão oncológica, com monitoramento de níveis séricos e neurotoxicidade. no entanto, essa conduta é de alto risco e não recomendada rotineiramente..

Qual o risco de Rifabutina com Vincristina?

O risco da associação Rifabutina + Vincristina é classificado como GRAVE. Redução significativa nos níveis plasmáticos de vincristina, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e falha no tratamento de neoplasias hematológicas e tumores sólidos. Risco de recidiva tumoral. Monitorar: monitorar níveis séricos de vincristina (alvo: 100-200 ng/ml) semanalmente. monitorar resposta clínica (ex.: remissão tumoral, biópsia de medula óssea). monitorar neurotoxicidade (parestesias, íleo paralítico, constipação) a cada ciclo. hemograma completo para avaliar mielossupressão..

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Atualizado em junho/2026

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