Rifabutina + Paclitaxel

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de paclitaxel, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e progressão tumoral. Risco de falha no tratamento oncológico.

Mecanismo

Rifabutina induz CYP3A4 e CYP2C8. Paclitaxel é metabolizado principalmente por CYP2C8 e CYP3A4, e é substrato da P-gp. A indução dessas enzimas pela rifabutina acelera o metabolismo do paclitaxel, reduzindo sua exposição. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC do paclitaxel em 30-50% e aumento da depuração em 2-3 vezes. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 25-40%. Paclitaxel tem índice terapêutico estreito, e essa redução pode levar à falha terapêutica em câncer de ovário, mama e pulmão.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se a rifabutina for necessária, substituir o paclitaxel por um taxano com menor dependência de CYP2C8/CYP3A4 (ex.: docetaxel, que é principalmente CYP3A4, mas ainda sofrerá interação) ou por outro quimioterápico (ex.: carboplatina, doxorrubicina). Se a substituição não for possível, aumentar a dose de paclitaxel em 50-100% sob supervisão oncológica rigorosa, com monitoramento de níveis plasmáticos e toxicidade (neuropatia, mielossupressão). Essa conduta é de alto risco e deve ser evitada.

🔍O que monitorar

Monitorar níveis séricos de paclitaxel (alvo: concentração plasmática > 0,1 μmol/L por 24h) após cada ciclo. Monitorar resposta clínica (exames de imagem, CA-125 para câncer de ovário) a cada 2-3 meses. Hemograma completo semanalmente para avaliar neutropenia. Monitorar neuropatia periférica.

Alternativas

Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir paclitaxel por docetaxel (com ajuste de dose) ou outro agente não dependente de CYP2C8/CYP3A4.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos de interação rifampicina-paclitaxel (Jamis-Dow et al., Cancer Res 1997); Diretrizes da American Society of Clinical Oncology (ASCO)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Paclitaxel?

A combinação de Rifabutina com Paclitaxel apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa nos níveis plasmáticos de paclitaxel, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e progressão tumoral. Risco de falha no tratamento oncológico. Evitar a coadministração. Se a rifabutina for necessária, substituir o paclitaxel por um taxano com menor dependência de CYP2C8/CYP3A4 (ex.: docetaxel, que é principalmente CYP3A4, mas ainda sofrerá interação) ou por outro quimioterápico (ex.: carboplatina, doxorrubicina). Se a substituição não for possível, aumentar a dose de paclitaxel em 50-100% sob supervisão oncológica rigorosa, com monitoramento de níveis plasmáticos e toxicidade (neuropatia, mielossupressão). Essa conduta é de alto risco e deve ser evitada.

Rifabutina e Paclitaxel interagem?

Sim, Rifabutina e Paclitaxel possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina induz cyp3a4 e cyp2c8. paclitaxel é metabolizado principalmente por cyp2c8 e cyp3a4, e é substrato da p-gp. a indução dessas enzimas pela rifabutina acelera o metabolismo do paclitaxel, reduzindo sua exposição. estudos com rifampicina mostram redução da auc do paclitaxel em 30-50% e aumento da depuração em 2-3 vezes. com rifabutina, espera-se redução da auc de 25-40%. paclitaxel tem índice terapêutico estreito, e essa redução pode levar à falha terapêutica em câncer de ovário, mama e pulmão.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se a rifabutina for necessária, substituir o paclitaxel por um taxano com menor dependência de cyp2c8/cyp3a4 (ex.: docetaxel, que é principalmente cyp3a4, mas ainda sofrerá interação) ou por outro quimioterápico (ex.: carboplatina, doxorrubicina). se a substituição não for possível, aumentar a dose de paclitaxel em 50-100% sob supervisão oncológica rigorosa, com monitoramento de níveis plasmáticos e toxicidade (neuropatia, mielossupressão). essa conduta é de alto risco e deve ser evitada..

Qual o risco de Rifabutina com Paclitaxel?

O risco da associação Rifabutina + Paclitaxel é classificado como GRAVE. Redução significativa nos níveis plasmáticos de paclitaxel, com alto risco de perda de eficácia terapêutica e progressão tumoral. Risco de falha no tratamento oncológico. Monitorar: monitorar níveis séricos de paclitaxel (alvo: concentração plasmática > 0,1 μmol/l por 24h) após cada ciclo. monitorar resposta clínica (exames de imagem, ca-125 para câncer de ovário) a cada 2-3 meses. hemograma completo semanalmente para avaliar neutropenia. monitorar neuropatia periférica..

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Atualizado em junho/2026

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