Rifabutina + Olaparibe
⚠O que acontece
Redução significativa nos níveis plasmáticos de olaparibe, com risco de perda de eficácia terapêutica e progressão do câncer.
⚙Mecanismo
Rifabutina induz CYP3A4. Olaparibe é metabolizado principalmente pelo CYP3A4. A indução enzimática pela rifabutina acelera o metabolismo do olaparibe, reduzindo sua exposição. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC do olaparibe em 87% e da Cmax em 71%. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 50-70%. Olaparibe é um inibidor de PARP usado em câncer de ovário e mama com mutação BRCA; a redução da exposição pode levar à perda de eficácia e progressão tumoral.
📋Conduta Clinica
Evitar a coadministração. Se a rifabutina for necessária, considerar aumentar a dose de olaparibe para 600 mg 2x/dia (dose máxima estudada) sob supervisão oncológica, com monitoramento rigoroso da resposta e toxicidade. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir o olaparibe por outro inibidor de PARP com menor dependência de CYP3A4 (ex.: niraparibe, que não é metabolizado por CYP) ou por outro agente direcionado.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (exames de imagem, CA-125) a cada 2-3 meses. Monitorar toxicidade: mielossupressão (hemograma mensal), náuseas, fadiga. Se disponível, dosar níveis plasmáticos de olaparibe (alvo: concentração pré-dose > 2 μg/mL).
↺Alternativas
Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir olaparibe por niraparibe (300 mg/dia) ou rucaparibe.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Bula do olaparibe (Lynparza); Estudos de interação rifampicina-olaparibe (Dirix et al., Clin Pharmacokinet 2016)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifabutina com Olaparibe?
A combinação de Rifabutina com Olaparibe apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de olaparibe, com risco de perda de eficácia terapêutica e progressão do câncer. Evitar a coadministração. Se a rifabutina for necessária, considerar aumentar a dose de olaparibe para 600 mg 2x/dia (dose máxima estudada) sob supervisão oncológica, com monitoramento rigoroso da resposta e toxicidade. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir o olaparibe por outro inibidor de PARP com menor dependência de CYP3A4 (ex.: niraparibe, que não é metabolizado por CYP) ou por outro agente direcionado.
Rifabutina e Olaparibe interagem?
Sim, Rifabutina e Olaparibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina induz cyp3a4. olaparibe é metabolizado principalmente pelo cyp3a4. a indução enzimática pela rifabutina acelera o metabolismo do olaparibe, reduzindo sua exposição. estudos com rifampicina mostram redução da auc do olaparibe em 87% e da cmax em 71%. com rifabutina, espera-se redução da auc de 50-70%. olaparibe é um inibidor de parp usado em câncer de ovário e mama com mutação brca; a redução da exposição pode levar à perda de eficácia e progressão tumoral.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se a rifabutina for necessária, considerar aumentar a dose de olaparibe para 600 mg 2x/dia (dose máxima estudada) sob supervisão oncológica, com monitoramento rigoroso da resposta e toxicidade. alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir o olaparibe por outro inibidor de parp com menor dependência de cyp3a4 (ex.: niraparibe, que não é metabolizado por cyp) ou por outro agente direcionado..
Qual o risco de Rifabutina com Olaparibe?
O risco da associação Rifabutina + Olaparibe é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de olaparibe, com risco de perda de eficácia terapêutica e progressão do câncer. Monitorar: monitorar resposta clínica (exames de imagem, ca-125) a cada 2-3 meses. monitorar toxicidade: mielossupressão (hemograma mensal), náuseas, fadiga. se disponível, dosar níveis plasmáticos de olaparibe (alvo: concentração pré-dose > 2 μg/ml)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4 (inibidor moderado, aumenta AUC de imatinibe ~1,5-2,5x). Imatinibe é substrato principal de CYP3A4.
Amiodarona inibe CYP3A4 (aumento de AUC de erlotinibe ~1,5-2x). Erlotinibe é substrato de CYP3A4 e tem risco QT.
Amiodarona inibe CYP3A4 (aumento AUC sunitinibe ~1,5-2,5x) e ambos prolongam QT via bloqueio hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 e CYP3A4. O Tamoxifeno é um pró-fármaco metabolizado principalmente pela CYP2D6 em endoxifeno (metabólito ativo 100x mais potente) e pela CYP3A4 em N-desmetil-tamoxifeno. A inibição da CYP2D6 pode reduzir a formação de endoxifeno em 30-50%, comprometendo a eficácia antitumoral. Paradoxalmente, a inibição da CYP3A4 pode aumentar os níveis do Tamoxifeno inalterado, contribuindo para efeitos adversos.
Atualizado em junho/2026
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