Rifabutina + Ibrutinibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de ibrutinibe, com risco de perda de eficácia terapêutica e progressão da doença hematológica.

Mecanismo

Rifabutina induz CYP3A4. Ibrutinibe é metabolizado principalmente pelo CYP3A4 e em menor extensão pelo CYP2D6. A indução do CYP3A4 pela rifabutina acelera o metabolismo do ibrutinibe, reduzindo sua exposição. Estudos com rifampicina mostram redução da AUC do ibrutinibe em 90% e da Cmax em 92%. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 50-70%. Embora o ibrutinibe seja um inibidor de tirosina quinase com índice terapêutico moderado, essa redução pode comprometer a eficácia em neoplasias de células B (leucemia linfocítica crônica, linfoma de células do manto).

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se a rifabutina for imprescindível, aumentar a dose de ibrutinibe para 840 mg/dia (dose máxima estudada) sob supervisão oncológica, com monitoramento rigoroso da resposta e toxicidade. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir o ibrutinibe por outro inibidor de BTK com menor dependência de CYP3A4 (ex.: acalabrutinibe, que é substrato do CYP3A4 mas pode ter perfil de interação diferente) ou por venetoclax (para LLC) se apropriado.

🔍O que monitorar

Monitorar resposta clínica (hemograma, linfonodos, esplenomegalia) a cada 1-2 meses. Se disponível, dosar níveis plasmáticos de ibrutinibe (alvo: concentração pré-dose > 10 ng/mL). Monitorar toxicidade: hemorragia, fibrilação atrial, infecções. ECG para QTc se houver fatores de risco.

Alternativas

Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir ibrutinibe por acalabrutinibe (100 mg 2x/dia, com possível ajuste) ou venetoclax.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Bula do ibrutinibe (Imbruvica); Estudos de interação rifampicina-ibrutinibe (de Jong et al., Leukemia 2017)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Ibrutinibe?

A combinação de Rifabutina com Ibrutinibe apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de ibrutinibe, com risco de perda de eficácia terapêutica e progressão da doença hematológica. Evitar a coadministração. Se a rifabutina for imprescindível, aumentar a dose de ibrutinibe para 840 mg/dia (dose máxima estudada) sob supervisão oncológica, com monitoramento rigoroso da resposta e toxicidade. Alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir o ibrutinibe por outro inibidor de BTK com menor dependência de CYP3A4 (ex.: acalabrutinibe, que é substrato do CYP3A4 mas pode ter perfil de interação diferente) ou por venetoclax (para LLC) se apropriado.

Rifabutina e Ibrutinibe interagem?

Sim, Rifabutina e Ibrutinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina induz cyp3a4. ibrutinibe é metabolizado principalmente pelo cyp3a4 e em menor extensão pelo cyp2d6. a indução do cyp3a4 pela rifabutina acelera o metabolismo do ibrutinibe, reduzindo sua exposição. estudos com rifampicina mostram redução da auc do ibrutinibe em 90% e da cmax em 92%. com rifabutina, espera-se redução da auc de 50-70%. embora o ibrutinibe seja um inibidor de tirosina quinase com índice terapêutico moderado, essa redução pode comprometer a eficácia em neoplasias de células b (leucemia linfocítica crônica, linfoma de células do manto).. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se a rifabutina for imprescindível, aumentar a dose de ibrutinibe para 840 mg/dia (dose máxima estudada) sob supervisão oncológica, com monitoramento rigoroso da resposta e toxicidade. alternativamente, substituir a rifabutina por um antimicobacteriano não indutor ou substituir o ibrutinibe por outro inibidor de btk com menor dependência de cyp3a4 (ex.: acalabrutinibe, que é substrato do cyp3a4 mas pode ter perfil de interação diferente) ou por venetoclax (para llc) se apropriado..

Qual o risco de Rifabutina com Ibrutinibe?

O risco da associação Rifabutina + Ibrutinibe é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de ibrutinibe, com risco de perda de eficácia terapêutica e progressão da doença hematológica. Monitorar: monitorar resposta clínica (hemograma, linfonodos, esplenomegalia) a cada 1-2 meses. se disponível, dosar níveis plasmáticos de ibrutinibe (alvo: concentração pré-dose > 10 ng/ml). monitorar toxicidade: hemorragia, fibrilação atrial, infecções. ecg para qtc se houver fatores de risco..

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Atualizado em junho/2026

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