Rifabutina + Ciclofosfamida

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução variável nos níveis plasmáticos de ciclofosfamida e seus metabólitos ativos, com risco de diminuição da eficácia terapêutica (ex.: falha no tratamento de linfomas, câncer de mama, doenças autoimunes). Pode haver também alteração no perfil de toxicidade.

Mecanismo

Rifabutina induz CYP3A4 e CYP2B6. Ciclofosfamida é um pró-fármaco que requer ativação hepática principalmente via CYP2B6 e CYP3A4 a 4-hidroxiciclofosfamida, e também é metabolizada por CYP2C9 e CYP2C19. A indução enzimática pela rifabutina acelera tanto a ativação quanto a inativação da ciclofosfamida. O efeito líquido é complexo: pode aumentar a formação de metabólitos ativos (potencializando eficácia e toxicidade) ou aumentar a depuração para metabólitos inativos (reduzindo eficácia). Estudos com rifampicina mostram aumento da depuração da ciclofosfamida em 2-3 vezes, com redução da AUC em 50-70%. Com rifabutina, espera-se redução da AUC de 20-40%, podendo comprometer a eficácia em regimes que dependem de concentrações plasmáticas sustentadas.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração se possível. Se necessário, monitorar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de ciclofosfamida em 30-50% sob orientação de oncologista, com ajuste baseado na contagem de leucócitos e plaquetas (nadir). Em protocolos de transplante de medula óssea, onde a ciclofosfamida é usada em altas doses, a interação pode ser crítica; recomenda-se substituir a rifabutina por alternativa não indutora. Alternativamente, usar outro imunossupressor ou quimioterápico não dependente de CYP2B6/CYP3A4.

🔍O que monitorar

Monitorar hemograma completo semanalmente durante o primeiro ciclo de tratamento concomitante para avaliar mielossupressão. Monitorar resposta clínica (ex.: regressão tumoral, atividade de doença autoimune). Se disponível, dosar metabólitos ativos da ciclofosfamida (4-hidroxiciclofosfamida) para guiar ajuste de dose.

Alternativas

Substituir rifabutina por um antimicobacteriano sem efeito indutor enzimático significativo (ex.: aminoglicosídeos, quinolonas) ou substituir ciclofosfamida por agente alquilante não dependente de CYP (ex.: ifosfamida, que tem perfil metabólico semelhante, mas pode ser menos afetada; ou melfalano).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos de interação rifampicina-ciclofosfamida (Chang et al., Cancer Res 1993); Diretrizes da American Society of Clinical Oncology (ASCO)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Ciclofosfamida?

A combinação de Rifabutina com Ciclofosfamida apresenta interação de gravidade moderada. Redução variável nos níveis plasmáticos de ciclofosfamida e seus metabólitos ativos, com risco de diminuição da eficácia terapêutica (ex.: falha no tratamento de linfomas, câncer de mama, doenças autoimunes). Pode haver também alteração no perfil de toxicidade. Evitar a coadministração se possível. Se necessário, monitorar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de ciclofosfamida em 30-50% sob orientação de oncologista, com ajuste baseado na contagem de leucócitos e plaquetas (nadir). Em protocolos de transplante de medula óssea, onde a ciclofosfamida é usada em altas doses, a interação pode ser crítica; recomenda-se substituir a rifabutina por alternativa não indutora. Alternativamente, usar outro imunossupressor ou quimioterápico não dependente de CYP2B6/CYP3A4.

Rifabutina e Ciclofosfamida interagem?

Sim, Rifabutina e Ciclofosfamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina induz cyp3a4 e cyp2b6. ciclofosfamida é um pró-fármaco que requer ativação hepática principalmente via cyp2b6 e cyp3a4 a 4-hidroxiciclofosfamida, e também é metabolizada por cyp2c9 e cyp2c19. a indução enzimática pela rifabutina acelera tanto a ativação quanto a inativação da ciclofosfamida. o efeito líquido é complexo: pode aumentar a formação de metabólitos ativos (potencializando eficácia e toxicidade) ou aumentar a depuração para metabólitos inativos (reduzindo eficácia). estudos com rifampicina mostram aumento da depuração da ciclofosfamida em 2-3 vezes, com redução da auc em 50-70%. com rifabutina, espera-se redução da auc de 20-40%, podendo comprometer a eficácia em regimes que dependem de concentrações plasmáticas sustentadas.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração se possível. se necessário, monitorar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de ciclofosfamida em 30-50% sob orientação de oncologista, com ajuste baseado na contagem de leucócitos e plaquetas (nadir). em protocolos de transplante de medula óssea, onde a ciclofosfamida é usada em altas doses, a interação pode ser crítica; recomenda-se substituir a rifabutina por alternativa não indutora. alternativamente, usar outro imunossupressor ou quimioterápico não dependente de cyp2b6/cyp3a4..

Qual o risco de Rifabutina com Ciclofosfamida?

O risco da associação Rifabutina + Ciclofosfamida é classificado como MODERADA. Redução variável nos níveis plasmáticos de ciclofosfamida e seus metabólitos ativos, com risco de diminuição da eficácia terapêutica (ex.: falha no tratamento de linfomas, câncer de mama, doenças autoimunes). Pode haver também alteração no perfil de toxicidade. Monitorar: monitorar hemograma completo semanalmente durante o primeiro ciclo de tratamento concomitante para avaliar mielossupressão. monitorar resposta clínica (ex.: regressão tumoral, atividade de doença autoimune). se disponível, dosar metabólitos ativos da ciclofosfamida (4-hidroxiciclofosfamida) para guiar ajuste de dose..

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Atualizado em junho/2026

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