Ranolazina + Tacrolimus
⚠O que acontece
Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade (aumento da creatinina), tremores, cefaleia, hipercalemia e hiperglicemia.
⚙Mecanismo
Ranolazina inibe moderadamente a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~ 10-20 μM). O tacrolimus é um substrato da P-gp, e sua biodisponibilidade oral e depuração são influenciadas por essa proteína. A inibição da P-gp pode aumentar a AUC do tacrolimus em 50-100%, elevando o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade e hiperglicemia. O tacrolimus também é metabolizado pela CYP3A4, mas a ranolazina é um inibidor fraco dessa via.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de tacrolimus em 30-50% no início da ranolazina, com base no nível sérico basal. Monitorar nível sérico de tacrolimus (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Ajustar dose para manter nível alvo (geralmente 5-15 ng/mL, dependendo da indicação e tempo pós-transplante). Se ranolazina for descontinuada, aumentar tacrolimus gradualmente.
🔍O que monitorar
Nível sérico de tacrolimus (C0), creatinina sérica, clearance de creatinina, potássio sérico, glicemia, sinais neurológicos. Monitorar diariamente na primeira semana, depois semanalmente até estabilização.
↺Alternativas
Considerar imunossupressor com menor dependência de P-gp, como ciclosporina (embora também substrato) ou everolimus. Se possível, substituir ranolazina por antianginoso sem interação com P-gp.
📚Referências
UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; bula tacrolimus (Prograf); estudos de interação com inibidores P-gp
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ranolazina com Tacrolimus?
A combinação de Ranolazina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade (aumento da creatinina), tremores, cefaleia, hipercalemia e hiperglicemia. Reduzir dose de tacrolimus em 30-50% no início da ranolazina, com base no nível sérico basal. Monitorar nível sérico de tacrolimus (C0) a cada 2-3 dias até estabilização. Ajustar dose para manter nível alvo (geralmente 5-15 ng/mL, dependendo da indicação e tempo pós-transplante). Se ranolazina for descontinuada, aumentar tacrolimus gradualmente.
Ranolazina e Tacrolimus interagem?
Sim, Ranolazina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina inibe moderadamente a p-glicoproteína (p-gp) intestinal e renal (ic50 ~ 10-20 μm). o tacrolimus é um substrato da p-gp, e sua biodisponibilidade oral e depuração são influenciadas por essa proteína. a inibição da p-gp pode aumentar a auc do tacrolimus em 50-100%, elevando o risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade e hiperglicemia. o tacrolimus também é metabolizado pela cyp3a4, mas a ranolazina é um inibidor fraco dessa via.. A conduta recomendada é: reduzir dose de tacrolimus em 30-50% no início da ranolazina, com base no nível sérico basal. monitorar nível sérico de tacrolimus (c0) a cada 2-3 dias até estabilização. ajustar dose para manter nível alvo (geralmente 5-15 ng/ml, dependendo da indicação e tempo pós-transplante). se ranolazina for descontinuada, aumentar tacrolimus gradualmente..
Qual o risco de Ranolazina com Tacrolimus?
O risco da associação Ranolazina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis séricos de tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade (aumento da creatinina), tremores, cefaleia, hipercalemia e hiperglicemia. Monitorar: nível sérico de tacrolimus (c0), creatinina sérica, clearance de creatinina, potássio sérico, glicemia, sinais neurológicos. monitorar diariamente na primeira semana, depois semanalmente até estabilização..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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