Metronidazol + Lítio
⚠O que acontece
Elevação da litemia com risco de toxicidade: tremor grosseiro, ataxia, disartria, confusão, convulsões.
⚙Mecanismo
Metronidazol reduz o clearance renal do lítio por mecanismo não totalmente elucidado, possivelmente por competição tubular.
📋Conduta Clinica
Monitorar litemia a cada 3-4 dias durante tratamento. Considerar redução de 25% da dose de lítio se litemia > 1,0 mEq/L.
🔍O que monitorar
Litemia sérica, creatinina, sintomas neurológicos, tremor
↺Alternativas
Considerar clindamicina ou amoxicilina-clavulanato para cobertura anaeróbia.
📚Referências
UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metronidazol com Lítio?
A combinação de Metronidazol com Lítio apresenta interação de gravidade moderada. Elevação da litemia com risco de toxicidade: tremor grosseiro, ataxia, disartria, confusão, convulsões. Monitorar litemia a cada 3-4 dias durante tratamento. Considerar redução de 25% da dose de lítio se litemia > 1,0 mEq/L.
Metronidazol e Lítio interagem?
Sim, Metronidazol e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve metronidazol reduz o clearance renal do lítio por mecanismo não totalmente elucidado, possivelmente por competição tubular.. A conduta recomendada é: monitorar litemia a cada 3-4 dias durante tratamento. considerar redução de 25% da dose de lítio se litemia > 1,0 meq/l..
Qual o risco de Metronidazol com Lítio?
O risco da associação Metronidazol + Lítio é classificado como MODERADA. Elevação da litemia com risco de toxicidade: tremor grosseiro, ataxia, disartria, confusão, convulsões. Monitorar: litemia sérica, creatinina, sintomas neurológicos, tremor.
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Revisada por equipe farmaceutica — Tier A
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