Isoniazida + Valproato
⚠O que acontece
Hepatotoxicidade aditiva: elevação de transaminases, esteatose hepática, raramente insuficiência hepática.
⚙Mecanismo
Ambos são hepatotóxicos por mecanismos distintos: isoniazida via acetilhidrazina (CYP2E1) e valproato via ácido 4-ene-valproico. O risco de hepatotoxicidade é aditivo.
📋Conduta Clinica
Monitorar transaminases quinzenalmente nos primeiros 2 meses. Suspender se TGO/TGP > 5x LSN ou sintomas hepatíticos.
🔍O que monitorar
TGO/TGP quinzenal, bilirrubinas, nível sérico de valproato, sintomas GI
↺Alternativas
Levetiracetam como antiepiléptico (sem hepatotoxicidade significativa).
📚Referências
UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Valproato?
A combinação de Isoniazida com Valproato apresenta interação de gravidade moderada. Hepatotoxicidade aditiva: elevação de transaminases, esteatose hepática, raramente insuficiência hepática. Monitorar transaminases quinzenalmente nos primeiros 2 meses. Suspender se TGO/TGP > 5x LSN ou sintomas hepatíticos.
Isoniazida e Valproato interagem?
Sim, Isoniazida e Valproato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos são hepatotóxicos por mecanismos distintos: isoniazida via acetilhidrazina (cyp2e1) e valproato via ácido 4-ene-valproico. o risco de hepatotoxicidade é aditivo.. A conduta recomendada é: monitorar transaminases quinzenalmente nos primeiros 2 meses. suspender se tgo/tgp > 5x lsn ou sintomas hepatíticos..
Qual o risco de Isoniazida com Valproato?
O risco da associação Isoniazida + Valproato é classificado como MODERADA. Hepatotoxicidade aditiva: elevação de transaminases, esteatose hepática, raramente insuficiência hepática. Monitorar: tgo/tgp quinzenal, bilirrubinas, nível sérico de valproato, sintomas gi.
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Revisada por equipe farmaceutica — Tier A
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