Isoniazida + Tacrolimus
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis séricos de Tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremor, convulsões), hiperglicemia e prolongamento do intervalo QTc, que pode predispor a torsades de pointes, especialmente em pacientes com outros fatores de risco.
⚙Mecanismo
Isoniazida inibe moderadamente a CYP3A4 (IC50 ~ 5-10 μM), enzima responsável por >90% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição pode aumentar a AUC do Tacrolimus em 2 a 4 vezes. A isoniazida também inibe a glicoproteína-P intestinal, aumentando a absorção oral do Tacrolimus.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de Tacrolimus em 50% no início da terapia com Isoniazida. Ajustar a dose com base no TDM para manter o nível alvo (geralmente 5-15 ng/mL). Reajustar a dose de Tacrolimus após a descontinuação da Isoniazida.
🔍O que monitorar
Monitorar nível sérico de Tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias no início e após ajustes. Realizar ECG basal e seriado para avaliar QTc (suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms). Monitorar creatinina, glicemia, eletrólitos (K+, Mg2+) e sinais neurológicos.
↺Alternativas
Considerar alternativa à Isoniazida que não iniba a CYP3A4, como rifampicina (indutora, exigindo aumento da dose de Tacrolimus) ou esquemas de tratamento de tuberculose latente sem isoniazida.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp; Relato de caso: Teixeira et al. Transpl Infect Dis. 2015;17(4):617-20.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Tacrolimus?
A combinação de Isoniazida com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis séricos de Tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremor, convulsões), hiperglicemia e prolongamento do intervalo QTc, que pode predispor a torsades de pointes, especialmente em pacientes com outros fatores de risco. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de Tacrolimus em 50% no início da terapia com Isoniazida. Ajustar a dose com base no TDM para manter o nível alvo (geralmente 5-15 ng/mL). Reajustar a dose de Tacrolimus após a descontinuação da Isoniazida.
Isoniazida e Tacrolimus interagem?
Sim, Isoniazida e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida inibe moderadamente a cyp3a4 (ic50 ~ 5-10 μm), enzima responsável por >90% do metabolismo do tacrolimus. a inibição pode aumentar a auc do tacrolimus em 2 a 4 vezes. a isoniazida também inibe a glicoproteína-p intestinal, aumentando a absorção oral do tacrolimus.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de tacrolimus em 50% no início da terapia com isoniazida. ajustar a dose com base no tdm para manter o nível alvo (geralmente 5-15 ng/ml). reajustar a dose de tacrolimus após a descontinuação da isoniazida..
Qual o risco de Isoniazida com Tacrolimus?
O risco da associação Isoniazida + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis séricos de Tacrolimus, com risco de nefrotoxicidade, neurotoxicidade (tremor, convulsões), hiperglicemia e prolongamento do intervalo QTc, que pode predispor a torsades de pointes, especialmente em pacientes com outros fatores de risco. Monitorar: monitorar nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias no início e após ajustes. realizar ecg basal e seriado para avaliar qtc (suspender se qtc >500 ms ou aumento >60 ms). monitorar creatinina, glicemia, eletrólitos (k+, mg2+) e sinais neurológicos..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.
Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.
Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.
Atualizado em junho/2026
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