Isoniazida + Paracetamol
⚠O que acontece
Hepatotoxicidade grave: elevação de transaminases > 10x, necrose hepática centrolobular, insuficiência hepática fulminante.
⚙Mecanismo
Isoniazida induz CYP2E1 hepático, aumentando a formação do metabólito tóxico NAPQI a partir do paracetamol. Simultaneamente, isoniazida depleta glutationa, comprometendo a detoxificação do NAPQI.
📋Conduta Clinica
Limitar paracetamol a máximo 2g/dia (50% da dose usual). Evitar uso crônico concomitante. Monitorar transaminases mensalmente.
🔍O que monitorar
TGO/TGP mensais, bilirrubinas, sintomas de hepatite (icterícia, náuseas, dor HD)
↺Alternativas
Dipirona ou ibuprofeno como analgésico-antitérmico alternativo (menor risco hepático neste contexto).
📚Referências
UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Paracetamol?
A combinação de Isoniazida com Paracetamol apresenta interação de gravidade grave. Hepatotoxicidade grave: elevação de transaminases > 10x, necrose hepática centrolobular, insuficiência hepática fulminante. Limitar paracetamol a máximo 2g/dia (50% da dose usual). Evitar uso crônico concomitante. Monitorar transaminases mensalmente.
Isoniazida e Paracetamol interagem?
Sim, Isoniazida e Paracetamol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida induz cyp2e1 hepático, aumentando a formação do metabólito tóxico napqi a partir do paracetamol. simultaneamente, isoniazida depleta glutationa, comprometendo a detoxificação do napqi.. A conduta recomendada é: limitar paracetamol a máximo 2g/dia (50% da dose usual). evitar uso crônico concomitante. monitorar transaminases mensalmente..
Qual o risco de Isoniazida com Paracetamol?
O risco da associação Isoniazida + Paracetamol é classificado como GRAVE. Hepatotoxicidade grave: elevação de transaminases > 10x, necrose hepática centrolobular, insuficiência hepática fulminante. Monitorar: tgo/tgp mensais, bilirrubinas, sintomas de hepatite (icterícia, náuseas, dor hd).
Interações Relacionadas
Rifabutina é indutora potente de CYP3A4 (principal via de metabolização da amiodarona). Redução estimada de 40-60% nos níveis de amiodarona.
Claritromicina inibe fortemente CYP3A4 aumentando níveis de amiodarona + bloqueio aditivo hERG.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), principal via de metabolização da Eritromicina (substrato sensível da CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Eritromicina em 2-4 vezes, elevando significativamente o risco de cardiotoxicidade.
Verapamil inibe CYP3A4 (Ki ~2-5 µM), principal via de metabolização da Rifabutina (contribuição CYP3A4 ~80%). Estudos mostram aumento da AUC da Rifabutina em 50-100% com inibidores moderados de CYP3A4. Rifabutina é indutor fraco de CYP3A4, podendo reduzir níveis de Verapamil em 20-30% com uso crônico (>2 semanas).
Atualizado em junho/2026
Revisada por equipe farmaceutica — Tier A
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