Isoniazida + Everolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis séricos de Everolimus, com risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), estomatite, hiperglicemia e pneumonite não infecciosa.

Mecanismo

Isoniazida inibe moderadamente a CYP3A4 (IC50 ~ 5-10 μM), enzima responsável por >80% do metabolismo do Everolimus. A inibição pode aumentar a AUC do Everolimus em 2 a 3 vezes. A isoniazida também inibe a glicoproteína-P, aumentando a absorção oral.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de Everolimus em 50% no início da terapia com Isoniazida. Ajustar a dose com base no TDM para manter o nível alvo (geralmente 3-8 ng/mL). Reajustar a dose de Everolimus após a descontinuação da Isoniazida.

🔍O que monitorar

Monitorar nível sérico de Everolimus (vale) a cada 2-3 dias no início e após ajustes. Monitorar hemograma completo semanalmente no primeiro mês, depois mensalmente. Avaliar glicemia e função pulmonar se sintomático.

Alternativas

Considerar alternativa à Isoniazida que não iniba a CYP3A4, como rifampicina (indutora, exigindo aumento da dose de Everolimus) ou esquemas de tratamento de tuberculose latente sem isoniazida.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp; Relato de caso: Kovarik et al. J Clin Pharmacol. 2006;46(8):950-6.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Isoniazida com Everolimus?

A combinação de Isoniazida com Everolimus apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo dos níveis séricos de Everolimus, com risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), estomatite, hiperglicemia e pneumonite não infecciosa. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de Everolimus em 50% no início da terapia com Isoniazida. Ajustar a dose com base no TDM para manter o nível alvo (geralmente 3-8 ng/mL). Reajustar a dose de Everolimus após a descontinuação da Isoniazida.

Isoniazida e Everolimus interagem?

Sim, Isoniazida e Everolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida inibe moderadamente a cyp3a4 (ic50 ~ 5-10 μm), enzima responsável por >80% do metabolismo do everolimus. a inibição pode aumentar a auc do everolimus em 2 a 3 vezes. a isoniazida também inibe a glicoproteína-p, aumentando a absorção oral.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for indispensável: reduzir a dose de everolimus em 50% no início da terapia com isoniazida. ajustar a dose com base no tdm para manter o nível alvo (geralmente 3-8 ng/ml). reajustar a dose de everolimus após a descontinuação da isoniazida..

Qual o risco de Isoniazida com Everolimus?

O risco da associação Isoniazida + Everolimus é classificado como GRAVE. Aumento significativo dos níveis séricos de Everolimus, com risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia), estomatite, hiperglicemia e pneumonite não infecciosa. Monitorar: monitorar nível sérico de everolimus (vale) a cada 2-3 dias no início e após ajustes. monitorar hemograma completo semanalmente no primeiro mês, depois mensalmente. avaliar glicemia e função pulmonar se sintomático..

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Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona é inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~5 µM) e da P-glicoproteína (P-gp). A Ciclosporina é substrato de ambas, com metabolismo hepático >90% via CYP3A4 e transporte intestinal/renal via P-gp. A inibição dupla reduz a depuração em 50-70%, aumentando a AUC da ciclosporina em 2-4x. O índice terapêutico estreito (faixa alvo: 100-400 ng/mL) torna o risco de nefrotoxicidade e neurotoxicidade clinicamente significativo.

Grave
Amiodarona + Ciclosporina

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Ciclosporina. A P-gp é responsável por 30-40% da excreção biliar e renal da ciclosporina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 50-80% e reduz a depuração sistêmica em 20-30%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, potencializando o risco de toxicidade.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe moderadamente a CYP3A4 (Ki ~5 µM), enzima responsável por >95% do metabolismo do Tacrolimus. A inibição reduz a depuração hepática em 60-80%, aumentando a AUC do tacrolimus em 3-5x. O tacrolimus tem índice terapêutico estreito (5-15 ng/mL) e é substrato de alta afinidade pela CYP3A4, tornando a interação clinicamente perigosa. Adicionalmente, ambos prolongam o intervalo QTc, com risco aditivo de arritmias ventriculares.

Grave
Amiodarona + Tacrolimus

Amiodarona inibe a P-glicoproteína (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~8 µM), reduzindo a eliminação de Tacrolimus. A P-gp contribui com 20-30% da excreção biliar e renal do tacrolimus. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral em 40-60% e reduz a depuração sistêmica em 15-25%, resultando em aumento líquido de 2-3x na AUC. Este mecanismo é aditivo à inibição da CYP3A4, amplificando o risco de toxicidade. Polimorfismos no gene ABCB1 podem exacerbar a interação.

Grave

Atualizado em junho/2026

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